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Palestiniana e israelita vão apresentar plano de confederação a Guterres

Uma palestiniana e um israelita vão apresentar para a semana ao secretário-geral da ONU uma nova proposta para uma confederação de dois Estados, esperando ajudar a resolver o impasse nos esforços de paz no Médio Oriente.

Palestiniana e israelita vão apresentar plano de confederação a Guterres
Notícias ao Minuto

16:48 - 07/02/22 por Lusa

Mundo Médio Oriente

Além de António Guterres, Hiba Husseini e Yossi Beilin, respetivamente, ambos ligados às negociações sobre o conflito israelo-palestiniano, vão também apresentar o seu plano à vice-secretária de Estado norte-americana, Wendy Sherman, segundo a agência norte-americana Associated Press.

O plano -- que não se sabe se terá a aprovação das autoridades dos dois lados - inclui várias propostas controversas e prevê a presença de um Estado independente da Palestina na maior parte da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental - territórios que Israel conquistou na guerra de 1967 no Médio Oriente.

De acordo com este plano, Israel e Palestina teriam governos separados, mas coordenados a um nível mais alto em termos de segurança, infraestruturas e outras questões que afetam ambas as populações.

O plano permitiria que os quase 500.000 colonos judeus na Cisjordânia ocupada permanecessem nessa região, com vários colonatos perto da fronteira a serem anexados a Israel numa troca de território equilibrada.

Os colonos que vivem no interior da Cisjordânia teriam a opção de se mudar ou de se tornarem residentes permanentes do estado da Palestina.

O mesmo número de palestinianos -- eventualmente, refugiados da guerra de 1948 -- poderia transferir-se para Israel com o estatuto de cidadãos da Palestina, mas com residência permanente em Israel.

A iniciativa baseia-se genericamente no Acordo de Genebra - um plano de paz abrangente elaborado em 2003 por líderes israelitas e palestinianos.

Yossi Beilin, ex-funcionário israelita e negociador de paz que co-fundou a Iniciativa de Genebra, explicou que ao retirar a saída em massa de colonos da mesa de negociações, o plano poderá ser mais fácil de aceitar.

Os palestinianos olham para os colonatos como o principal obstáculo à paz e a maior parte da comunidade internacional considera-os ilegais.

Hiba Husseini, ex-assessora jurídica da equipa de negociação da Palestina e descendente de uma proeminente família de Jerusalém, reconheceu que a proposta em relação aos colonos é "muito controversa", mas assinalou que o plano dá resposta à aspiração central dos palestinianos de um Estado próprio.

O atual primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, é um ex-líder dos colonos que se opõe ao Estado palestiniano e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Yair Lapid - que deve assumir o cargo de primeiro-ministro em 2023 sob um acordo de rotação - apoia uma eventual solução de dois Estados.

Mas dificilmente algum deles será capaz de lançar grandes iniciativas, já que lideram uma coligação que inclui fações nacionalistas de linha dura.

Os colonos que vivem no interior da Cisjordânia -- que provavelmente acabariam dentro das fronteiras de um futuro Estado palestiniano -- estão entre os mais radicais e tendem a opor-se a qualquer divisão territorial.

Apesar dos esforços de conciliação de interesses entre as partes, permanecem diversos pontos de discórdia, neste plano, incluindo sobre matérias relacionadas com segurança e liberdade de movimentos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel e a Autoridade Nacional Palestiniana recusaram comentar o plano.

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