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Chefe da ONU espera que China autorize visita de Bachelet a Xinjiang

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, aguarda uma autorização da China que autorize a Alta Comissária para os direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, a visitar de forma "credível" a província de Xinjiang, indicou hoje a ONU.

Chefe da ONU espera que China autorize visita de Bachelet a Xinjiang

Guterres, que segundo um comunicado se encontrou com o Presidente chinês, Xi Jinping, à margem dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, "manifestou a sua expectativa que os contactos entre os serviços" de Bachelet e as autoridades chinesas "permitam uma visita credível da Alta Comissária à China, incluindo a Xinjiang", onde Pequim é acusado de violações dos direitos humanos contra a minoria muçulmana dos uigures.

O resultado do encontro publicado pela agência noticiosa estatal chinesa Xinhua não faz referência à questão dos direitos humanos e a Xinjiang.

Michelle Bachelet, que pretende publicar um relatório sobre a província de Xinjinag muito aguardado pelos ocidentais e por diversas organizações não-governamentais (ONG), pede há vários anos a Pequim um "acesso significativo e sem entrave" a esta região, mas até ao presente não foi possível qualquer deslocação.

No final de janeiro, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian, afirmou que Pequim estava "disposto" a permitir uma visita à China e a Xinjiang da Alta Comissária.

Mas Pequim recusa a elaboração de um inquérito da ONU em Xinjiang, e considera que qualquer visita à região deve ser "amigável".

Diversos países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido e França, denunciaram um "genocídio em curso" contra os uigures.

Segundo várias organizações de direitos humanos, pelo menos um milhão de uigures e outras minorias turcófonas, principalmente muçulmanos, estão ou estiveram detidos em campos nesta província do noroeste da China, na tentativa de erradicar as suas tradições culturais e colocados sob estreita vigilância pelas autoridades.

Pequim diz tratar-se de centros de formação profissional destinados a afastar a população do terrorismo e separatismo, após numerosos atentados mortíferos atribuídos a islamitas ou separatistas uigures.

Xinjiang (Novas fronteiras) fica junto à região autónoma do Tibete, Afeganistão, a disputada região da Caxemira, o Quirguistão, Tajiquistão, Cazaquistão, Rússia e Mongólia.

É a maior entidade política da China, com capital de Urumqi.

Leia Também: Pequim2022. Guterres destaca movimento olímpico como exemplo

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