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Lukashenko aconselha oposição no exílio a regressarem e ajoelharem-se

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, aconselhou hoje os líderes da oposição no exílio a "voltarem para casa, arrependerem-se e ajoelharem-se" e repetiu uma promessa vaga de renunciar ao cargo se o povo assim o decidir.

Lukashenko aconselha oposição no exílio a regressarem e ajoelharem-se

Lukashenko falava no habitual discurso anual sobre o Estado da Nação, em que procurou destacar a forma como tem exercido o controlo do poder depois de reprimir uma onda sem precedentes de fortes protestos contra o Governo que lidera.

Em 2020, Lukashenko, que lidera a Bielorrússia com "mão de ferro" há quase três décadas, sobreviveu à maior e mais sustentada onda de protestos em massa da história do país. 

As manifestações, a maior das quais com cerca de 200.000 pessoas, foram desencadeadas depois de Lukashenko ter conquistado um sexto mandato nas eleições presidenciais de agosto de 2020, que a oposição e o Ocidente consideraram fraudulentas.

Os manifestantes exigiram a repetição da votação e a demissão de Lukashenko, tendo enfrentado uma repressão brutal das autoridades, que levou à detenção de mais de 35.000 pessoas e ao espancamento de milhares.

Em causa nas palavras proferidas hoje pelo Presidente bielorrusso estão "figuras-chave" da oposição, como Svetlana Tikhanovskaia, principal rival de Lukashenko nas eleições, que deixou o país na altura da repressão, tal como milhares de cidadãos comuns.

Lukashenko afirmou que não são mais de 10% da população do país os que se opõem ao Governo, recomendando assim aos líderes políticos da oposição exilados que "voltem para casa, de joelhos, rastejando".

"O meu conselho para vocês é o seguinte: voltem para casa, arrependam-se e ajoelhem-se. Vai piorar mais à frente", afirmou o Presidente bielorrusso.

Depois da repressão aos protestos, Lukashenko fez promessas, embora vagas e evasivas, de renunciar. Hoje, frisou que cabe ao povo decidir. 

"O povo vai decidir se este Presidente deve aposentar-se. Se considerar necessário que faça mais por este país, o povo decidirá", afirmou.

Na semana passada, Lukashenko convocou para 27 de fevereiro um referendo sobre emendas constitucionais que podem permitir que consolide ainda mais o seu poder e permaneça no cargo até 2035. 

As emendas trazem de volta os limites aos mandatos presidenciais, abolidos durante o mandato de Lukashenko, permitindo ao Presidente apenas dois mandatos de cinco anos. 

No entanto, a restrição só entrará em vigor quando um "presidente recém-eleito" assumir o cargo, o que dá a Lukashenko a oportunidade de concorrer a mais dois mandatos após o atual expirar, em 2025. 

As emendas também conferem novos e substanciais poderes à Assembleia Popular de Toda a Bielorrússia, um órgão que, nominalmente, representa uma ampla gama da sociedade bielorrussa, mas que, no passado, contava em grande parte com funcionários e apoiantes do Governo. 

O chefe de Estado torna-se automaticamente membro da assembleia e pode ser eleito pelos demais delegados como seu presidente.

Leia Também: Bielorrússia promete entrar na guerra se aliada Rússia for atacada

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