Meteorologia

  • 28 MAIO 2022
Tempo
19º
MIN 16º MÁX 26º

Nove militares senegaleses destacados na Gâmbia dados como desaparecidos

Nove soldados senegaleses da missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) estão desaparecidos desde segunda-feira, presumivelmente cativos dos rebeldes de Casamansa após confrontos durante uma operação contra o tráfico de madeira, anunciou hoje o exército senegalês.

Nove militares senegaleses destacados na Gâmbia dados como desaparecidos
Notícias ao Minuto

19:52 - 25/01/22 por Lusa

Mundo África

Os militares senegaleses, que integram a missão da CEDEAO estacionada na Gâmbia, a ECOMIG, "são provavelmente reféns do MFDC" (Movimento das Forças Democráticas de Casamansa), a rebelião armada que luta há cerca de 40 anos pela independência de Casamansa, província do sul do Senegal que faz fronteira com a Guiné-Bissau, lê-se num comunicado do exército.

"As operações para os encontrar e proteger a zona estão em curso", acrescenta-se no comunicado.

A nota do exército senegalês adianta que durante os confrontos registados após uma "vigorosa ação militar", um dos rebeldes foi morto e três feitos prisioneiros.

Numa informação divulgada na segunda-feira, em que dava conta das duas baixas sofridas, um oficial superior e um oficial subalterno, o exército senegalês alegou ter aprisionado dois rebeldes.

Os confrontos com os alegados rebeldes ocorreram "no âmbito de uma ação de segurança e combate ao tráfico ilícito, em particular contra a exploração criminosa de madeira na fronteira com a Gâmbia", lê-se no comunicado de hoje.

"Durante os últimos cinco meses, 77 camiões que transportavam ilegalmente madeira do Senegal foram imobilizados pelo destacamento senegalês destacado na ECOMIG.

Autoridades locais de Casamansa e ambientalistas denunciam regularmente o envolvimento, segundo eles, de gambianos no tráfico de madeira na região e que é imputado aos MFDC.

Casamansa é palco de um dos conflitos mais antigos da África desde que os separatistas passaram a combater a partir das matas após a repressão de uma marcha em dezembro de 1982.

Depois de causar milhares de vítimas e devastar a economia senegalesa, o conflito passou a ser de baixa intensidade, com o Senegal a tentar normalizar a vida na província, tendo-se comprometido a reinstalar os deslocados.

A ECOMIG foi criada pela CEDEAO devido à crise política criada a partir da recusa do ex-presidente e ditador gambiano, Yahya Jammeh, em deixar o poder após a sua derrota nas eleições presidenciais de dezembro de 2016.

Yahya Jammeh viu-se finalmente forçado a partir para o exílio em janeiro de 2017 por pressão internacional e tropas senegalesas entraram em território gambiano.

O Senegal fornece a maior parte dos efetivos da ECOMIG, cujo mandato foi prorrogado em várias ocasiões.

Leia Também: Senegal pede à UE que não ponha "mais injustiça nos ombros de África"

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Sexto ano consecutivo Escolha do Consumidor e Prémio Cinco Estrelas para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download

;
Campo obrigatório