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Ucrânia. EUA prometeram resposta por escrito a exigência russas

Os Estados Unidos prometeram uma resposta escrita na "próxima semana" às exigências russas para a retirada da NATO da Europa de Leste, disse hoje o chefe da diplomacia russa após conversações com o seu homólogo norte-americano.

Ucrânia. EUA prometeram resposta por escrito a exigência russas
Notícias ao Minuto

12:58 - 21/01/22 por Lusa

Mundo MNE russo

"Concordámos que nos serão apresentadas respostas escritas na próxima semana às nossas propostas", disse Sergei Lavrov em Genebra (Suíça) no final de um encontro com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, sobre a crise na Ucrânia, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo descreveu as conversações como francas e disse que ambos "concordam que é necessário um diálogo razoável" para que a "emoção diminua".

"Não posso dizer se estamos no caminho certo ou não", disse Lavrov, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

"Compreenderemos isso quando recebermos a resposta escrita dos Estados Unidos a todas as nossas propostas", acrescentou.

No início do encontro, hoje de manhã, Lavrov tinha afirmado que não esperava "um avanço" nas conversações, enquanto Blinken reiterou que uma invasão russa da Ucrânia terá uma resposta "unida, rápida e severa", embora também tenha assegurado empenho numa solução diplomática.

Nas suas declarações após o encontro de cerca de hora e meia, Lavrov disse que os chefes da diplomacia dos dois países concordaram em ter um novo contacto ao seu nível.

No entanto, considerou prematuro falar numa nova cimeira entre os Presidentes russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Joe Biden.

Lavrov disse ainda que a Rússia "nunca, em parte alguma, ameaçou o povo ucraniano", mas acusou novamente o Governo de Kiev de ser "russofóbico" e a NATO de considerar a Ucrânia como "pertencendo à sua zona de influência".

O chefe da diplomacia russa afirmou também que os Estados Unidos da América (EUA) defenderam a liberdade dos países de escolherem se querem ou não aderir à NATO e que Blinken não apresentou elementos que provem a intenção da Rússia de invadir a Ucrânia.

"Não ouvi hoje quaisquer argumentos que apoiem a posição dos EUA sobre o que está a acontecer na fronteira russo-ucraniana", disse Lavrov, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

"Só preocupação, preocupação e mais preocupação, mas a nossa preocupação é com factos reais que ninguém esconde: o fornecimento de armas à Ucrânia, o envio de centenas de treinadores militares ocidentais", disse o ministro russo.

A este respeito, criticou a intenção da União Europeia (UE) de criar uma missão de treino militar na Ucrânia.

"Essa já é uma reviravolta curiosa nas ambições da UE", afirmou.

O encontro entre Lavrov e Blinken, num dos palácios nas margens do Lago de Genebra, é a iniciativa mais recente de um intenso processo diplomático sobre a crise na fronteira da Ucrânia que começou com duas conversas entre Vladimir Putin e Joe Biden em dezembro passado.

Os EUA suspeitam que Moscovo pretende invadir a Ucrânia, uma intenção negada pela Rússia, que mantém cerca de 100.000 soldados ao longo da fronteira do seu vizinho.

A Ucrânia, uma antiga república soviética, tornou-se pró-ocidental e pretende aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), a que a Rússia se opõe.

A Rússia condicionou um desanuviamento da crise à assinatura de tratados que garantam o não alargamento da NATO à Europa de Leste e a uma retirada de tropas estrangeiras que a Aliança Atlântica mantém em Estados-membros da região, como a Bulgária e a Roménia.

Os Estados Unidos e os aliados ocidentais consideram as exigências russas como inaceitáveis.

Leia Também: Ucrânia. Rússia exige que NATO retire tropas da Bulgária e Roménia

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