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Ucrânia. Lavrov diz a Blinken "não esperar avanços" na reunião em Genebra

O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, deu hoje o tom no início de conversações consideradas cruciais para desanuviar a crise ucraniana, em Genebra (Suíça), ao dizer ao seu homólogo norte-americano que não espera "um avanço".

Ucrânia. Lavrov diz a Blinken "não esperar avanços" na reunião em Genebra
Notícias ao Minuto

11:31 - 21/01/22 por Lusa

Mundo Ucrânia

Sentado à frente de Lavrov, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, prometeu uma resposta "unida, rápida e severa" dos Estados Unidos e dos seus aliados no caso de uma invasão da Ucrânia, mas também assegurou o empenho de Washington em encontrar uma solução diplomática.

A reunião, num dos palácios nas margens do Lago de Genebra, deverá durar apenas duas horas, antes de Lavrov e Blinken falarem separadamente à imprensa, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Sergei Lavrov e Antony Blinken apertaram as mãos em frente aos jornalistas, que tiveram depois de sair da sala de reuniões.

Os Estados Unidos da América (EUA) suspeitam que Moscovo pretende invadir a Ucrânia, uma intenção negada pela Rússia, que mantém cerca de 100.000 soldados ao longo da fronteira do seu país vizinho.

O encontro de hoje faz parte de uma intensa atividade diplomática para tentar resolver a crise na fronteira da Ucrânia.

Nos últimos dias, e antes deste encontro na cidade suíça, o secretário de Estado norte-americano esteve em Kiev e em Berlim.

Na capital ucraniana, Blinken demonstrou o apoio dos EUA à Ucrânia, com Washington a anunciar, em simultâneo, uma ajuda suplementar de 200 milhões de dólares (cerca de 175 milhões de euros) a Kiev no quadro da ameaça de uma potencial ofensiva russa.

Já na capital alemã, onde manteve contactos na quinta-feira com os aliados europeus França, Reino Unido e Alemanha, Blinken sublinhou a unidade dos principais aliados ocidentais face à crise russo-ucraniana e assegurou que "qualquer" avanço na fronteira pela Rússia implicará uma reação "rápida e severa" dos EUA.

Leia Também: Berlim e Londres alertam Rússia de consequências em invasão da Ucrânia

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