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Polícia israelita destrói casa de família palestiniana

A polícia israelita destruiu hoje de madrugada a casa de uma família palestiniana que estava entrincheirada, no distrito de Sheikh Jarrah, desde segunda-feira para evitar o despejo e tinha iniciado negociações com as autoridades.

Polícia israelita destrói casa de família palestiniana
Notícias ao Minuto

12:16 - 19/01/22 por Lusa

Mundo Jerusalém Oriental

A polícia foi à casa da família Salhiya, ameaçada de despejo desde 2017 e alvo de uma campanha de apoio nos territórios palestinianos e no estrangeiro, e expulsou os seus membros, segundo um vídeo divulgado online pela polícia, que deteve cerca de 20 pessoas durante a operação.

A casa, situada em Sheikh Jarrah, bairro palestiniano localizado em Jerusalém Oriental -- zona da Cidade Santa ocupada desde 1967 e depois anexada por Israel -- foi depois demolida por uma escavadeira, segundo testemunhas e fotografada por um jornalista da agência francesa de notícias AFP.

"Durante a noite, a polícia consegui uma ordem de despejo" de uma família que ocupava "edifícios construídos ilegalmente, em terreno destinado a uma escola para crianças que necessitam de cuidados especiais, em Jerusalém Oriental", disse a polícia, em comunicado, acrescentando que a família Salhiya se recusou "repetidamente" a "devolver o espaço".

Na segunda-feira, quando a polícia fez a primeira tentativa para despejar a família, alguns membros refugiaram-se no telhado da casa, levando uma lata de gasolina e ameaçando imolar-se pelo fogo.

Em maio passado, manifestações de apoio às famílias palestinianas que enfrentam ordens de despejo em Sheikh Jarrah transformaram-se em confrontos com a polícia e colonos israelitas, protestos que desencadearam uma explosão de violência mortal entre Israel e o movimento palestiniano Hamas, em Gaza, um enclave palestiniano sob bloqueio israelita.

De acordo com o advogado da família palestiniana, Walid Abou Tayeh, das 20 pessoas que foram detidas na operação, durante a madrugada, conta-se o pai da família, Mahmoud Salhiya, além de familiares e ativistas que foram dar apoio.

"A decisão de despejo diz respeito apenas a Mahmoud Salhiya e à sua mulher", que é judia israelita, acrescentou o advogado, especificando que o Supremo Tribunal irá analisar este caso no próximo domingo.

Cerca de 20 pessoas viviam na casa de cerca de 120 m2: Mahmoud Salhiya, a sua mulher e os seus filhos, assim como a sua mãe e a sua irmã e sobrinhos, referiu o advogado.

Depois de a casa ter sido destruída, alguns membros da família foram acolhidos por vizinhos e outros ficaram perto das ruínas, segundo ativistas locais.

Em Jerusalém Oriental, centenas de famílias palestinianas que ali vivem há décadas estão a enfrentar ordens de despejo de colonos judeus, sendo que sete famílias já recorreram ao Supremo Tribunal.

Cerca de 210.000 israelitas vivem em Jerusalém Oriental em colonatos ilegais segundo o direito internacional.

Israel considera toda a cidade de Jerusalém como a sua capital, enquanto os palestinianos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado que querem criar.

De acordo com a lei israelita, se os judeus puderem provar que a sua família vivia em Jerusalém Oriental antes da guerra de 1948 e da criação do Estado de Israel, podem pedir a restauração dos seus "direitos de propriedade".

No entanto, a lei não se aplica aos palestinianos que perderam as suas propriedades, apesar de as famílias palestinianas garantirem ter comprado legalmente as suas propriedades às autoridades jordanas, que controlaram Jerusalém Oriental entre 1948 e 1967.

Mas, de acordo com o vice-presidente da câmara de Jerusalém, Fleur Hassan-Nahoum, a família Salhiya usou ilegalmente território que nunca lhe pertenceu, já que o município comprou o terreno "a proprietários árabes" para ali construir uma escola.

O estatuto de Jerusalém é uma das questões mais espinhosas do conflito israelo-palestiniano, que já dura há mais de meio século, estando as negociações de paz entre os protagonistas paralisadas há vários anos.

Leia Também: Governo de Israel reforça segurança policial para evitar novos ataques

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