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Presidente timorense é 'recordista' de candidaturas presidenciais no país

O chefe de Estado timorense Francisco Guterres Lú-Olo, que anunciou a sua recandidatura às eleições de 19 de março, é o 'recordista' de candidaturas a Presidente de Timor-Leste, competindo este ano na sua quarta eleição.

Presidente timorense é 'recordista' de candidaturas presidenciais no país
Notícias ao Minuto

08:22 - 19/01/22 por Lusa

Mundo Francisco Guterres Lu-Olo

Cabe, porém, a Xanana Gusmão, eleito nas primeiras presidenciais do país, em 2002, o recorde do número de votos recolhidos, um total de 301.634, representando 82,69% dos votos válidos, números que mais nenhum dos seguintes vencedores alcançou, sendo que foram obtidos num universo mais reduzido de eleitores recenseados.

Os dois líderes foram também os únicos eleitos à primeira volta, Xanana Gusmão em 2002 e Lú-Olo em 2017, sendo que a candidatura do segundo contou, nesse ano, com o apoio não só do seu partido, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), mas do ex-chefe de Estado e atual líder do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT).

No caso das candidaturas de Lú-Olo, os dados mostram que o atual chefe de Estado aumentou progressivamente a percentagem de votos, passando de 27,89% em 2007 para 28,76% em 2012 e para os 57,08% há cinco anos.

Uma análise aos dados do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) referentes aos processos eleitorais já realizados confirma ainda a tendência de aumento da abstenção, que passou de 15,17% em 2002 para quase 29% em 2017.

O número de eleitores quase duplicou nos últimos 20 anos, passando de cerca de 446 mil para mais de 850 mil recenseados para o voto de 19 de março, ainda que o total final ainda está a ser preparado pelo STAE.

Os dados do STAE confirmam que depois de Francisco Guterres Lú-Olo cabe ao advogado Manuel Tilman o maior número de candidaturas, três (2007, 2012 e 2017), sendo que foi nesta última que teve o maior número de votos e de percentagem, respetivamente 11.125 e 2,15% dos votos válidos.

Seguem-se os já falecidos Fernando Lasama de Araújo e Francisco Xavier do Amaral, ambos com duas candidaturas, e José Ramos-Horta que venceu as eleições de 2007, na segunda volta, e poderá formalizar este ano a sua terceira candidatura, desta vez apoiado pelo CNRT, de Xanana Gusmão.

Nas quatro eleições já realizadas participou um total de 22 candidatos diferentes, com 2012 a ser o ano com mais candidaturas, 12, seguindo-se 2007 e 2017 (ambos com oito) e as primeiras, em 2002, com apenas dois: Xanana Gusmão e Francisco Xavier do Amaral.

Se as candidaturas já anunciadas conseguirem formalizar o registo, a eleição deste ano deverá ser uma das com mais candidatos de sempre, com 11 nomes já apontados, incluindo 'veteranos eleitorais' como Lú-Olo e José Ramos-Horta.

Depois de Xanana Gusmão, coube a José Ramos-Horta, na segunda volta das eleições de 2007, registar a percentagem mais elevada de votos de sempre, 69,18%, com Taur Matan Ruak, atual primeiro-ministro, a obter 61,23% na segunda volta das eleições de 2012 e Lú-Olo a obter 57,08% na primeira e única volta do voto de 2017.

Dos 21 candidatos, Angelita Pires, que se candidatou em 2012, registou o menor número de votos, apenas 1742 ou 0,37% dos votos válidos desse ano, seguindo-se Maria do Céu Lopes, no mesmo ano, com 1.843 votos ou 0,4% do total de votos válidos.

Os dados comparativos permitem igualmente verificar a crescente dimensão do ato eleitoral, com cada vez mais funcionários, mais centros de votação e mais eleitores, sendo de notar o aumento significativo de locais de votação e de eleitores na diáspora.

Em 2002, a eleição do primeiro Presidente desde a restauração foi feita com cerca de 6.000 funcionários em 282 centros de votação, sendo que este ano haverá cerca de 16.500 funcionários e um total de 1.200 centros de votação.

Em termos comparativos, haverá este ano um aumento de 35,6% nos centros de votação, que passaram de 885 em 2017 para 1.200 (mais 315), e de 29,3% nas estações de voto, que passaram de 1.160 há cinco anos para 1.500 (mais 340) este ano.

Entre eles contam-se três novos "centros paralelos" em Díli onde podem votar, cumprindo vários requisitos, eleitores que não se possam deslocar da capital.

Os dados provisórios de recenseamento indicam que haverá este ano cerca de 855 mil eleitores, mais 15% do que os recenseados para as eleições presidenciais de 2017, sendo particularmente significativo o aumento na diáspora, mais 370%, em grande parte devido ao aumento dos países onde o recenseamento está permitido.

Em 2017 havia eleitores recenseados apenas na Austrália e em Portugal, respetivamente com 886 e 507 votantes registados, mas nas presidenciais deste ano há, além destes dois países, eleitores recenseados na Coreia do Sul, Irlanda e Reino Unido, com um total de mais de 6.500 eleitores.

No caso australiano, o número de eleitores recenseados aumentou 68,1% para 1.489, tendo crescido 47,1% em Portugal para 746 eleitores registados, com o Reino Unido (2.170 eleitores) a surgir como o local na diáspora com mais votantes.

A primeira volta das eleições presidenciais decorre a 19 de março, com o período de registo de candidaturas a decorrer até 04 de fevereiro e a campanha a realizar-se entre 02 e 16 de março.

Leia Também: Timor-Leste: Saída de comandante debatida em Conselho de Ministros

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