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"Não há alternativa a uma relação estável entre Moscovo e Berlim"

A chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, afirmou hoje, em Moscovo, não haver alternativas a uma relação "estável" com a Rússia, apesar de admitir a existência de várias tensões, sobretudo em torno da Ucrânia.

"Não há alternativa a uma relação estável entre Moscovo e Berlim"

"Com a minha visita pretendo sublinhar que são muito importantes as relações do novo Governo alemão com a Rússia e para mim também, pessoalmente. Não há alternativa a uma relação estável entre Moscovo e Berlim", sublinhou a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, antes de um primeiro encontro com o homólogo russo, Serguei Lavrov.

"Gostava de continuar a trabalhar nisso", acrescentou, sublinhando falar em nome do novo executivo de coligação alemão.

Baerbock salientou a importância de que, com Lavrov, se possa hoje abordar "com calma e a tempo" todo o leque de questões sobre as quais a Alemanha e a Rússia podem estreitar a sua relação, "mas também sobre aquelas que pesam na nossa amizade nos dias de hoje", destacando as "profundas dimensões históricas da dor" entre os dois países.

Hoje de manhã, a chefe da diplomacia alemã depositou uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, localizado junto ao muro do Kremlin (sede da Presidência russa), para homenagear aqueles que tombaram durante a "Grande Guerra Patriótica", como é conhecida na Rússia a Segunda Guerra Mundial.

"Para a reconciliação após o terror da ditadura nazi, sempre seremos gratos aos russos", acrescentou a ministra.

Por seu lado, Lavrov expressou o desejo de um "diálogo construtivo" com o novo Governo alemão e que ambas as partes possam "resolver os problemas acumulados".

"Queremos ter umas relações mais construtivas e estamos empenhados em ultrapassar com todos os membros do Governo alemão os problemas acumulados. Estamos também interessados em ter boas relações com a Alemanha com base nos princípios de respeito mútuo e de igualdade, bem como tendo em conta os interesses mútuos", assinalou o chefe da diplomacia russa.

Baerbock viajou para Moscovo após uma passagem por Kiev, onde advertiu a Rússia para o "grande custo" de uma invasão da Ucrânia, em cuja fronteira se encontram estacionados cerca de 100.000 soldados russos para, segundo as autoridades ucranianas e o Ocidente, atacar o país vizinho já neste inverno.

Por outro lado, a chefe da diplomacia alemã está a tentar reativar o chamado "Formato da Normandia" (Alemanha, França, Rússia e Ucrânia) para fazer baixar o clima de tensão na fronteira russo-ucraniana e impulsionar a aplicação dos Acordos de Minsk para a paz na região de Donbass (leste ucraniano).

Em Berlim, vários dirigentes políticos do Partido Social Democrata (SPD), força política do chanceler Olaf Scholz, afirmaram hoje que, no caso de a Rússia invadir a Ucrânia, será necessário repensar a autorização do gasoduto Nord Stream 2, um projeto russo-germânico que visa transportar gás russo diretamente para a Europa Ocidental sem passar pela Ucrânia.

A autorização para o arranque da infraestrutura não pode ser dissociada da situação na Ucrânia, pois é fundamental levar a sério os interesses do país, declarou o presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do parlamento, Michael Roth, à cadeia de televisão ARD.

"Temos de reconhecer que a questão do Nord Stream 2 causou grande irritação desde o início e levou a divisões", disse o político social-democrata.

Referindo-se à declaração de Scholz, em dezembro, de que o gasoduto é principalmente "um projeto privado", Roth esclareceu que, como o chanceler apontou durante uma visita a Espanha, no caso de uma agressão russa, "tudo deve estar em cima da mesa".

O ex-líder do SPD e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Sigmar Gabriel, também pediu hoje para que a Alemanha mostre "força" diante da Rússia e dê a conhecer ao Kremlin "o preço de uma guerra na Europa".

"Nunca foi um projeto puramente económico, mas sempre esteve ligado a condições políticas, que o Presidente russo [Vladimir Putin] sempre aceitou", disse Sigmar Gabriel, numa referência ao gasoduto, controlado pela gigante russa Gazprom, em declarações ao jornal Tagespiegel.

Embora os parceiros do Governo de coligação alemão, incluindo Baerbock (dos Verde alemães), se tenham repetidamente manifestado contra a autorização do gasoduto, até agora, o SPD tem-se mostrado mais relutante em questionar o projeto.

Em novembro, e temporariamente, a Agência Federal de Redes da Alemanha suspendeu o processo de certificação do Nord Stream 2 até que a operadora assuma forma legal sob a lei alemã.

Leia Também: Rússia pede a Alemanha e UE que não politizem novo gasoduto Nord Stream 2

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