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Cabo Verde admite "fase descendente" após recorde de casos

Cabo Verde regista uma taxa de incidência acumulada recorde de 1.965 casos de covid-19 a 14 dias por 100 mil habitantes, mas os últimos indicadores apontam para uma "fase descendente", admitiu hoje o diretor nacional de Saúde.

Cabo Verde admite "fase descendente" após recorde de casos
Notícias ao Minuto

19:22 - 17/01/22 por Lusa

Mundo Covid-19

"Estamos a constatar que há uma diminuição de casos. Oxalá que seja a situação a entrar numa tendência decrescente, de melhoria, para voltarmos a ter alguma tranquilidade, como antes do período do Natal e da passagem de ano", afirmou o diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, ao fazer o habitual balanço epidemiológico semanal da pandemia de covid-19 em Cabo Verde.

Desde o final de dezembro que Cabo Verde estava a registar recordes diários de novos casos de covid-19, até ao pico de 1.469 casos em 07 de janeiro, mas que desde então está em queda, há vários dias abaixo das mil novas infeções diárias e já hoje com 167 novos infetados.

Além disso, segundo Jorge Noel Barreto, a taxa de transmissibilidade (Rt) nacional está atualmente em 0,60, "dando indícios, como já verificámos no número de casos, da situação estar a direcionar-se para uma fase descendente".

De acordo com o responsável, no período (14 dias) de 03 a 16 de janeiro, foram analisadas um recorde de 31.346 amostras, que revelaram 11.068 novos casos de covid-19 e uma taxa de positividade de 35,6% e uma taxa de incidência acumulada nacional por 100 mil habitantes -- indicador internacional -- de 1.925 casos.

Nos 14 dias anteriores, de 20 de dezembro a 03 de janeiro, os laboratórios nacionais processaram 21.481 amostras, que confirmaram 4.562 novos casos, com uma taxa de positividade de 21,2%.

De acordo com Jorge Noel Barreto, o agravamento do número de novos casos de covid-19 registou-se sobretudo na primeira semana do ano, apesar de a taxa de positividade "permanecer bastante elevada" atualmente.

O responsável referiu ainda que na primeira semana do ano morreram 11 pessoas por complicações associadas à covid-19 e na semana seguinte mais 14, essencialmente entre idosos, com uma média de idades de 78 anos e "vários problemas de saúde".

O país já confirmou este mês que a variante Ómicron está em circulação no arquipélago e conta atualmente com 2.445 casos ativos de covid-19 -- caiu para metade na última semana -- e um acumulado de 376 mortes por complicações associadas à doença, entre 54.367 casos confirmados desde março de 2020, e 51.509 considerados recuperados.

A covid-19 provocou 5.537.051 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

Leia Também: Guiné-Bissau regista mais 321 casos e três mortes na última semana

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