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Rebeldes Houthis reivindicam ataques contra Emirados Árabes Unidos

O grupo rebelde Houthi, do Iémen, reivindicou hoje, através de um porta-voz, um ataque nos Emirados Árabes Unidos (EAU), pouco depois de as autoridades de Abu Dhabi terem confirmado a morte de três pessoas numa explosão.

Rebeldes Houthis reivindicam ataques contra Emirados Árabes Unidos

O porta-voz Yahia Sarei não forneceu mais detalhes sobre a alegada "grande operação militar" e disse que o grupo divulgará uma declaração mais tarde, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

Os Houthis, apoiados pelo Irão, reivindicaram vários ataques contra os EAU que foram depois negados pelas autoridades dos emirados.

A polícia do emirado disse que pelo menos três pessoas morreram e seis ficaram feridas na explosão de um camião-cisterna em Abu Dhabi, capital dos EAU.

A explosão foi desencadeada por um incêndio, que as autoridades admitem que possa ter sido causado por 'drones' (aviões não-tripulados) e que provocou explosões em dois outros camiões-cisterna.

Segundo a polícia, as vítimas mortais são dois cidadãos indianos e um cidadão paquistanês.

Os feridos não foram identificados pelas autoridades.

Os EAU estão em guerra no Iémen desde 2015, e integram a coligação liderada pela Arábia Saudita que lançou ataques contra os Houthis depois de o grupo ter invadido a capital Saná e expulsado o governo apoiado internacionalmente.

Embora os EAU tenham diminuído o número de tropas no terreno, continuam ativamente empenhados na guerra e apoiam as principais milícias que combatem os Houthis.

Os Emirados Árabes Unidos cooperam também com os Estados Unidos em operações antiterrorismo no Iémen.

Os Houthis têm estado sob pressão nas últimas semanas, e estão a sofrer pesadas perdas, uma vez que as forças iemenitas apoiadas pelos EAU têm conquistado posições do grupo rebelde em províncias-chave do Sul e Centro do país.

As instalações de armazenamento onde os camiões-cisterna explodiram no ataque de hoje situam-se a cerca de 1.800 quilómetros a nordeste de Saada, a fortaleza dos Houthis no Iémen.

O incidente surge quando o Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, visita os Emirados Árabes Unidos, o que permitiu um acordo preliminar de venda aos EAU de mísseis terra-ar de médio alcance sul-coreanos.

O contrato está avaliado em cerca de 3.500 milhões de dólares (mais de 3.000 milhões de euros).

Os Houthis reclamaram ataques anteriores ao aeroporto de Abu Dhabi, bem como à central nuclear Barakah do emirado, mas as autoridades dos EAU negaram essas ações.

Os rebeldes já utilizaram 'drones' carregados de bombas para lançar ataques imprecisos contra a Arábia Saudita e os EAU ao longo da guerra.

O grupo também lançou mísseis em aeroportos sauditas, instalações petrolíferas e oleodutos, e usou barcos armadilhados em ataques em rotas marítimas estratégicas.

Embora tenha havido mortes de civis na Arábia Saudita devido a alguns destes ataques, o número esmagador de mortes tem sido no Iémen.

A guerra matou 130.000 pessoas no Iémen - tanto civis como combatentes - e exacerbou a fome e a miséria em todo o país.

O conflito no Iémen é considerado pela ONU como a maior tragédia humanitária do planeta, atualmente, com 80% da população do país a necessitar de algum tipo de assistência para colmatar as suas necessidades básicas.

Localizado no Médio Oriente, junto ao Mar Arábico, Golfo de Aden e Mar Vermelho, e com fronteiras com Omã e a Arábia Saudita, o Iémen tem uma população de cerca de 33 milhões de pessoas.

Leia Também: Ataque de drone em Abu Dhabi faz 3 mortos 6 feridos

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