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Funeral criticado por usar bandeira nazi sobre caixão em Roma

As imagens das cerimónias fúnebres 'espalhadas' na Internet levaram diferentes grupos a expressar o seu descontentamento.

Funeral criticado por usar bandeira nazi sobre caixão em Roma

Esta segunda-feira foram publicados online diversos vídeos e fotos de um funeral que aconteceu na Igreja de Santa Lúcia, em Roma, Itália, onde foi exposta uma bandeira nazi sobre um caixão. Este é o símbolo associado ao regime que vigorou de forma totalitária na Alemanha, entre 1933 e 1945, liderado por Adolf Hitler.

As imagens das cerimónias fúnebres 'espalhadas' na Internet levaram diferentes grupos a expressar o seu descontentamento.

Em comunicado, divulgado na terça-feira, a diocese de Roma, na pessoa do arcebispo Angelo De Donatis,  condenou veementemente a cena em causa e enfatizou que nem o pároco nem o padre que celebrou o funeral sabiam o que iria acontecer do lado de fora da igreja, após o fim da missa fúnebre.

O representante da Igreja de Roma chamou à bandeira nazi com a suástica “um símbolo horrendo irreconciliável com o cristianismo”. “Esta exploração ideológica e violenta, especialmente após um ato de adoração perto de um lugar sagrado, permanece grave, ofensiva e inaceitável para a comunidade da Igreja de Roma e para todas as pessoas de boa vontade nesta cidade”, afirmou.

O comunicado cita ainda o pároco da igreja de Santa Lúcia, o reverendo Alessandro Zenobbi. “O que aconteceu fora da igreja aconteceu sem nenhuma autorização do pároco ou do sacerdote celebrante, ambos desconhecendo o que estava a acontecer", ressalvou, acrescentando: "Neste sentido, pretendemos expressar a nossa profunda tristeza, e deceção pelo ocorrido, distanciando-nos de cada palavra, gesto e símbolo usados fora da igreja, atribuível a ideologias extremistas distantes da mensagem do Evangelho de Cristo”.

Segundo o jornal The Guardian, o falecido era um ex-militante, de 44 anos, do grupo de extrema direita Forza Nuova, que morreu no fim de semana vítima de um coágulo sanguíneo.

Além do arcebispo de Roma e do padre da Igreja em questão, também a comunidade judaica de Roma, citada pelo jornal The Guardian, expressou indignação por tais eventos ainda acontecerem mais de sete décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda da ditadura fascista em Itália (regime liderado por Benito Mussolini que vigorou e Itália entre 1922 e 1943).

“É inaceitável que uma bandeira com uma suástica ainda possa ser mostrada em público nos dias de hoje, especialmente numa cidade que viu a deportação dos seus judeus pelos nazis e os seus colaboradores fascistas”, salienta o comunicado da comunidade.

Recorde-se que, em especial em Roma, a 16 de outubro de 1943, após uma invasão no bairro judeu, mais de mil judeus da capital italiana foram deportados, a maioria para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polónia, ocupado pelos nazis. Apenas 16 voltaram.

Leia Também: Rússia anuncia detenção de 106 membros de grupo neonazi ligado à Ucrânia

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