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Empresários querem aproveitar oportunidades para exploração de gás

Empresários da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, ponderam criar centros de negócios para acomodar empresários vindos de outros pontos do país, face à chegada da plataforma flutuante para exploração de gás na bacia do Rovuma.

Empresários querem aproveitar oportunidades para exploração de gás

"Estamos a trabalhar com a possibilidade de montarmos infraestruturas para arrendar aos empresários que virão fazer negócio [com a chegada da plataforma flutuante]", disse Mamudo Irache, presidente da CTA - Confederação das Associações Económicas de Moçambique em Cabo Delgado, em conferência de imprensa em Pemba.

A plataforma flutuante que será instalada na Área 4 da Bacia do Rovuma para exploração de gás chegou a Moçambique, anunciou na segunda-feira o Instituto Nacional de Petróleos (INP).

Semelhante a um navio gigante, com 432 metros de comprimento, a plataforma saiu dos estaleiros da divisão industrial da Samsung em Geoje, na Coreia do Sul, em 15 de novembro, e atravessou o oceano Índico em direção ao largo da costa de Cabo Delgado.

A plataforma tem depósitos de armazenamento no casco e 13 módulos por cima deles, incluindo uma fábrica de liquefação, um módulo de oito andares onde podem viver 350 pessoas, além de uma pista para helicópteros.

"Como empresários locais, temos muito expectativa", frisou Mamudo Irache, acrescentando que a produção de alimentos vai ser uma das prioridades do empresariado local para aproveitar as oportunidades da infraestrutura.

A plataforma vai estar ligada a seis poços e extrair o gás para uma fábrica a bordo que o vai arrefecer, liquidificando-o, de modo a ser transportado em cargueiros, abastecidos ali mesmo, lado a lado, em alto mar, e que depois levam o combustível até aos países de destino para produção de eletricidade, aquecimento ou outros fins.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma 'joint venture' em copropriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70% de interesse participativo no contrato de concessão.

A Galp, Kogas (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detêm cada uma participações de 10%.

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