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Marinha indonésia resgata 100 refugiados rohingya

A marinha indonésia resgatou mais de 100 refugiados rohingya, na noite de quinta-feira, após protestos locais e internacionais contra o plano de enviar a embarcação de madeira para águas da Malásia.

Marinha indonésia resgata 100 refugiados rohingya

O navio chegou pouco depois da meia-noite a Lhokseumawe, na costa norte da província de Aceh, na ilha de Samatra, indicou a agência de notícias France-Presse.

Os refugiados foram transferidos para um centro próximo, onde fizeram testes à covid-19 e exames médicos antes de serem colocados em quarentena de dez dias.

A Indonésia anunciou na quarta-feira que iria aceitar o barco por razões humanitárias, depois de, na véspera, ter recusado autorizar o desembarque dos refugiados.

As autoridades indonésias disseram que lhes tinham sido fornecidos alimentos, equipamento e assistência técnica para chegarem à Malásia após a reparação da embarcação.

Após uma reunião na quarta-feira com funcionários na cidade costeira de Bireun, Jacarta recuou e disse que o barco dos refugiados seria rebocado e autorizado o desembarque.

Até terça-feira, a organização não governamental de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional e o Alto Comissariado da ONU para os refugiados (ACNUR) tinham apelado às autoridades indonésias para permitirem o desembarque do barco.

O plano inicial das autoridades de Aceh de enviar os refugiados de volta para Malásia também foi criticado pelos residentes de Bireun, onde um grupo de pescadores encenou um protesto na quarta-feira para exigir autorização para o desembarque.

A embarcação rohingya, sobrecarregada e com um motor avariado, foi descoberto a 25 de dezembro por pescadores, cujas fotografias e vídeo circularam nas redes sociais, desencadeando um movimento de solidariedade.

No ano passado, centenas de refugiados rohingya, membros de uma comunidade muçulmana em Myanmar (antiga Birmânia), chegaram à Indonésia. A maioria deles conseguiu chegar à Malásia, onde vivem e trabalham mais de 100 mil rohingya, muitas vezes ilegalmente.

Leia Também: 30 mil crianças da etnia Rohingya podem perder o acesso à educação

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