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Hospitais britânicos em "pé de guerra" contra a variante Ómicron

Os hospitais britânicos estão "em pé de guerra" contra a variante Ómicron, planeando estruturas temporárias para abrir até 4.000 camas adicionais no caso de uma onda de internamentos, anunciaram hoje os serviços de saúde.

Hospitais britânicos em "pé de guerra" contra a variante Ómicron
Notícias ao Minuto

12:52 - 30/12/21 por Lusa

Mundo Covid-19

O aumento exponencial de casos de infeção com covid-19 nas últimas semanas está a refletir-se também no número de pacientes hospitalizados, pelo que o serviço nacional de saúde (NHS na sigla inglesa) decidiu fazer preparativos para aumentar a capacidade em Inglaterra, algo que faz frequentemente no Inverno, mas em menor escala.

"Estruturas provisórias que podem acomodar 100 pacientes serão montadas nos terrenos de oito hospitais, com os trabalhos a começarem partir desta semana", anunciou em comunicado o NHS England.

Os centros temporários deverão reforçar os serviços hospitalares "se o número recorde de infeções com covid-19 levar a um aumento nas admissões e exceder as capacidades existentes", acrescenta.

Os hospitais também foram solicitados a identificar "espaços como ginásios ou centros de educação que podem ser convertidos para acomodar pacientes", com vista à instalação de até 4.000 camas.

"Face ao elevado índice de infecções com covid-19 e ao aumento dos internamentos hospitalares, o NHS está agora em pé de guerra", afirmou o diretor médico, Stephen Powis, citado no comunicado.

Powis disse esperar "não ter de usar estas estruturas", porém lembrou que o número de pacientes que precisam de tratamento hospitalar permanece incerto, pelo que é necessário preparar para todas as eventualidades. 

Durante a primeira vaga, o NHS instalou grandes hospitais de campanha em centros de conferências e estádios, mas as estruturas foram pouco utilizadas e acabaram por ser encerrados.

Desta vez, a decisão foi criar estruturas menores nas imediações dos hospitais.

Até agora, o governo de Boris Johnson decidiu esperar por mais dados e não impor mais medidas de contenção antes do Ano Novo em Inglaterra, ao contrário da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, onde estão em vigor restrições mais duras como o encerramento de discotecas e limitações nos ajuntamentos.

Confrontado com a oposição de parte dos deputados do Partido Conservador a mais medidas, o Governo tem apostado no reforço da vacinação e em estudos que indicam que a variante Ómicron representa um menor risco de hospitalização.

Mas os cientistas temem que o grande número de contágios resulte numa vaga de internamentos nos hospitais nas próximas semanas. O número de pacientes com covid-19 internados ultrapassou os 10.000 em Inglaterra pela primeira vez desde março.

Na quarta-feira, o Reino Unido registou mais de 180.000 casos adicionais em 24 horas, um recorde desde o início da epidemia em março de 2020, e 57 mortes, totalizando mais de 148.000 óbitos.

O elevado número de casos está a refletir-se também na escassez de autotestes de antigénio nas farmácias e de testes PCR em centros por todo o país, afetando trabalhadores de serviços essenciais. 

A covid-19 provocou mais de 5,41 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 na China e atualmente com variantes identificadas em vários países, a última das quais, a Ómicron, é particularmente contagiosa.

Leia Também: AO MINUTO: ECDC põe Portugal em risco muito elevado; Ricardo Rio infetado

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