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EUA reforçam apelo para imposição de embargo de armas a Myanmar

Os Estados Unidos reiteraram hoje o seu apelo para a imposição de um embargo de armas destinadas a Myanmar, após um massacre imputado ao exército em que dois elementos da organização não-governamental (ONG) Save the Children foram mortos.

EUA reforçam apelo para imposição de embargo de armas a Myanmar
Notícias ao Minuto

17:56 - 28/12/21 por Lusa

Mundo Myanmar

"A comunidade internacional deve fazer mais para (...) impedir a repetição de atrocidades na Birmânia (atual Myanmar), incluindo pôr fim à venda de armas e de tecnologia de uso duplo" à junta militar no poder no país, declarou o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, em comunicado.

A ONG Save the Children indicou hoje que dois dos seus funcionários foram mortos a 24 de dezembro num ataque "cometido pelos militares birmaneses no Estado de Kayah", no leste de Myanmar, que fez pelo menos 35 mortos, entre os quais mulheres e crianças.

"Estamos alarmados pela brutalidade do regime militar em toda a Birmânia e, em particular, mais recentemente, nos Estados de Kayah e de Karen", acrescentou Blinken.

"É inaceitável tomar como alvo inocentes e trabalhadores de organizações humanitárias, e as frequentes atrocidades dos militares contra o povo birmanês mostram até que ponto é urgente responsabilizá-los", prosseguiu o chefe da diplomacia dos Estados Unidos da América (EUA).

Na segunda-feira, a nova enviada especial das Nações Unidas para Myanmar, Noeleen Heyzer, declarou-se "profundamente preocupada" com a escalada da violência no país e apelou para um cessar-fogo entre a junta militar e os seus opositores por ocasião do novo ano.

Myanmar está mergulhado no caos desde o golpe de Estado de fevereiro, e mais de 1.300 pessoas foram mortas no âmbito da repressão levada a cabo pelas forças armadas, segundo uma ONG local.

Os EUA impuseram uma série de sanções aos dirigentes da junta militar e, tal como outros países ocidentais, há muito tempo aplicam restrições à venda de armas ao regime militar birmanês, que já era acusado, antes do golpe de Estado, de crimes contra a humanidade pela sua repressão brutal da minoria muçulmana rohingya.

Leia Também: ONG confirma morte de dois funcionários em massacre em Myanmar

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