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OSCE. Kiev e separatistas querem ressuscitar trégua, rebeldes céticos

As autoridades da Ucrânia e os separatistas pró-russos do Leste desejam restabelecer o cessar-fogo decidido em julho de 2020, embora os rebeldes se mostrem "céticos", indicou a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

OSCE. Kiev e separatistas querem ressuscitar trégua, rebeldes céticos
Notícias ao Minuto

13:28 - 23/12/21 por Lusa

Mundo OSCE

"Fiquei encantado por os participantes expressarem uma forte determinação em respeitar plenamente as medidas para fortalecer o acordo de cessar-fogo de 22 de julho de 2020", disse na quarta-feira à noite, num comunicado, o representante da OSCE e mediador no conflito, Mikko Kinnunen.

"Isso é muito importante para as pessoas que vivem nos dois lados da linha da frente", referiu o diplomata e também deputado finlandês, que falava após uma videoconferência do Grupo de Contacto Trilateral, que reúne as partes em conflito.

Segundo Kinnunen, a presidência ucraniana também se declarou "cautelosamente otimista face a uma possível desaceleração" na linha de frente.

"Pela primeira vez em muito tempo, sentimos uma possibilidade real de garantir a trégua", saudou, por seu lado, o chefe da administração presidencial ucraniana, Andriï Yermak, num comunicado divulgado no mesmo dia. "Vimos que a outra parte também estava pronta para essa medida", acrescentou.

No entanto, os separatistas mostraram-se hoje céticos. 

"Não há acordo. [A reunião] não deu em nada", disse Rodion Mirochnik, representante da autoproclamada República de Lugansk (LNR) através do serviço de mensagens Telegram.

Em julho de 2020, os dois campos, em guerra desde 2014, acordaram um cessar-fogo, trégua que foi respeitada globalmente, embora se registem violações regularmente.

Segundo Kinnunen, as violações ao cessar-fogo foram, em média, cinco vezes mais em dezembro de 2021 em comparação com o mesmo mês de 2020.

A guerra no leste da Ucrânia, que matou mais de 13.000 pessoas, começou na primavera de 2014 após uma revolução pró-Ocidente em Kiev, seguida pela anexação, por Moscovo, da península ucraniana da Crimeia.

A solução política do conflito, prevista pelos acordos de Minsk de 2015, estagnou. 

A Rússia, apesar de negar, é vista pelo Ocidente como o "padrinho militar e financeiro" dos separatistas.

Ao longo do último mês, o Ocidente tem acusado a Rússia de concentrar tropas na fronteira com a Ucrânia, perto dos territórios separatistas, com vista a uma possível intervenção militar.

Moscovo nega, alegando que é Kiev que se prepara para tentar recuperar os territórios rebeldes.

Leia Também: Reunião da OSCE marcada por tensões e divergências com a Rússia

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