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UE, Alemanha e EUA criticam condenações de figuras da oposição

A União Europeia (UE), a Alemanha e os Estados Unidos da América (EUA) criticaram hoje as condenações a penas de prisão de seis figuras da oposição na Bielorrússia, entre as quais o marido da opositora no exílio Svetlana Tikhanovskaya.

UE, Alemanha e EUA criticam condenações de figuras da oposição

A UE classificou tais condenações como "infundadas e severas" e indicou estar a equacionar a imposição de novas sanções ao país, anunciou o porta-voz da diplomacia europeia.

"Essas condenações são novos exemplos de acusações infundadas a cidadãos bielorrussos que exerceram o seu direito de expressão e exigiram eleições livres e justas", declarou o porta-voz, Peter Stano, em comunicado.

A nova ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, também se pronunciou hoje contra os "escandalosos veredictos" contra várias figuras da oposição bielorrussa - entre as quais Serguei Tikhanovski, condenado a 18 anos de prisão -, considerando que tais condenações "desonram o Estado de direito e os compromissos internacionais da Bielorrússia", numa conferência de imprensa durante uma visita a Estocolmo.

Detido em finais de maio de 2020, Tikhanovski, ex-candidato presidencial e marido da opositora no exílio Svetlana Tikhanovskaya, foi condenado por preparar e organizar protestos maciços antes do início da campanha das eleições presidenciais de agosto desse ano, noticiou a agência oficial BELTA, ao passo que outro ex-candidato presidencial, Nikolai StatKevich, recebeu uma pena de 14 anos.

O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, enfrentou inéditas manifestações em massa após a sua reeleição para um quinto mandato em agosto de 2020, com 80% dos votos. A oposição considerou o escrutínio fraudulento, tal como vários países ocidentais.

"Tomei conhecimento dos escandalosos veredictos contra Serguei Tikhanovski e outros opositores. É realmente incrível", afirmou Baerbock na capital sueca, onde assistiu a uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da Iniciativa de Estocolmo para o Desarmamento Nuclear.

A chefe da diplomacia alemã frisou que manteve muitas vezes contacto com Svetlana Tikhanovskaya e se solidarizou com ela e o seu marido, "como mulher e mãe de dois filhos".

"A Alemanha é inquebrantável no seu apoio ao povo da Bielorrússia", afirmou a ministra, instando Minsk a cumprir as suas "obrigações internacionais" e exigindo "a libertação imediata e incondicional de mais de 900 presos políticos".

Por seu lado, o chefe da diplomacia norte-americana, Anthony Blinken, exigiu hoje o fim da "dura repressão" na Bielorrússia, após o anúncio da condenação a penas de prisão dos opositores bielorrussos.

"Nenhuma dessas pessoas, assim como o povo bielorrusso, merece uma repressão tão dura", sustentou Blinken em comunicado.

Leia Também: Tribunal condena marido da líder da oposição a 18 anos de prisão

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