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OMS diz que vacinas protegem de formas graves da doença até seis meses

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou hoje que a proteção contra formas graves de covid-19 conferida pelas vacinas dura "até seis meses" depois da segunda dose ou da dose única no caso da vacina Janssen.

OMS diz que vacinas protegem de formas graves da doença até seis meses
Notícias ao Minuto

13:13 - 09/12/21 por Lusa

Mundo Covid-19

As vacinas autorizadas pela OMS e pela maioria dos reguladores oferecem "uma proteção robusta pelo menos durante seis meses contra formas graves da doença, embora se tenha observado diminuição da eficácia face a quadros clínicos graves, especialmente em adultos mais velhos e pessoas com doenças subjacentes", afirmou o presidente do grupo de peritos que assessora a organização, Alejandro Cravioto.

A OMS baseou-se na "revisão da informação e dados científicos relacionados com a duração da imunidade", afirmou a diretora do departamento de imunização da OMS, Kate O'Brien, em conferência de imprensa.

O grupo que assessora a OMS e revê esses dados referiu que é ainda demasiado cedo para se pronunciar sobre a nova variante do coronavírus SARS-CoV-2 (Ómicron).

Recomendou formalmente que os países atuem com flexibilidade na hora de planear as próximas fases dos seus programas de vacinação para conter a pandemia da covid-19 com 4,1 milhões de novos contágios registados na semana passada, bem como 52.000 mortes atribuídas à doença.

A sua ideia de flexibilidade é poder imunizar toda a gente com a primeira dose de uma vacina e uma segunda de outra diferente, permitindo aos países que não têm reservas de vacinas ultrapassar essa circunstância.

Vários países têm até quatro vacinas nos seus planos de vacinação contra a covid-19 e poder combiná-las evitará que as vacinas se estraguem, indicou O'Brien.

No entanto, a recomendação dos peritos é que se deem, sempre que possível, todas as doses com a mesma vacina.

Quanto às doses de reforço, a OMS mantém a sua recomendação de privilegiar grupos vulneráveis, bem como trabalhadores do setor da saúde, especialmente se tiverem sido inoculados com vírus inativado, a tecnologia usada nas vacinas chinesas Sinovac e Sinopharm.

Leia Também: AO MINUTO: DGS nega falta de transparência; Vacinação "desproporcionada"?

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