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Relações entre FMI e a Guiné-Bissau estão no "bom caminho"

O chefe da missão técnica à execução do programa de referência do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Guiné-Bissau, José Giron, disse hoje que as relações entre a organização financeira e o país estão no "bom caminho".

Relações entre FMI e a Guiné-Bissau estão no "bom caminho"

"As relações com o FMI e a Guiné-Bissau estão no bom caminho e esperamos que permita desenvolver relações muito frutíferas no próximo ano", afirmou José Giron à saída de um encontro de cortesia com o chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló.

José Giron chegou terça-feira ao país para integrar a missão técnica que está a realizar a segunda avaliação à execução do Programa de Referência na Guiné-Bissau, que começou a 30 de novembro, de forma virtual, e que poderá permitir a assinatura de um Programa de Facilidade de Crédito Alargado.

"Vamos fazer uma análise dos parâmetros económicos mais importantes, especialmente questões orçamentais. As coisas parecem que estão bem feitas, mas temos de ter as reuniões e analisar os números em conjunto, mas os primeiros dados foram positivos", afirmou José Giron, remetendo mais informação para o final da missão.

A missão de avaliação vai decorrer até à próxima terça-feira e uma terceira avaliação está prevista realizar-se em março de 2022.

O FMI registou, na primeira avaliação, um "progresso satisfatório" na Guiné-Bissau, apesar da difícil situação socioeconómica que o país atravessa, agravada pela pandemia do novo coronavírus.

O Programa Monitorizado pelo Corpo Técnico visa reduzir os grandes desequilíbrios macroeconómicos, intensificados pelo impacto da pandemia provocada pelo novo coronavírus, reforçar a governação e a rede de apoio social, para um desenvolvimento mais inclusivo.

Em Bissau, a missão vai reunir-se com as autoridades políticas locais e com os parceiros multilaterais e bilaterais, com destaque para Portugal, França e Espanha.

O Ministério das Finanças salienta que a Guiné-Bissau não dispõe de um programa com o FMI há três anos, mas que o país continua a ser membro da organização financeira.

Leia Também: Portugal entrega à Guiné-Bissau mais 100 mil vacinas

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