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Biden descarta "concessões" a Putin sobre a adesão da Ucrânia à NATO

O Presidente dos Estados Unidos Joe Biden recusou fazer "promessas ou concessões" ao chefe de Estado russo Vladimir Putin, que pretende sobretudo que a NATO feche as portas à entrada da Ucrânia, divulgou hoje fonte da Casa Branca.

Biden descarta "concessões" a Putin sobre a adesão da Ucrânia à NATO

Durante a conferência virtual de hoje entre os dois líderes, que durou duas horas, o presidente norte-americano defendeu que qualquer país deve ser capaz de "escolher livremente" a quem se associar, revelou o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, durante uma conferência de imprensa.

Biden, referiu a mesma fonte, descartou "promessas ou concessões", perante as exigências do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, especialmente relativas ao bloqueio da entrada da Ucrânia na Aliança Atlântica.

Os norte-americanos referiram também que o futuro do gasoduto russo Nord Stream 2, que transportará gás russo diretamente para a Europa Ocidental através da Alemanha, estará em jogo caso a Rússia invada a Ucrânia, revelando negociações com o Governo alemão sobre este assunto.

"Se Vladimir Putin quiser ver o gás a fluir nesse gasoduto, não pode querer correr o risco de invadir a Ucrânia", salientou Jake Sullivan.

Biden também vincou perante Putin que Washington terá uma posição mais dura do que em 2014, quando Moscovo anexou a Crimeia.

"O Presidente [Joe] Biden olhou hoje nos olhos do Presidente Putin e disse que há coisas que não fizemos em 2014 que estamos preparados para fazer agora", acrescentou Sullivan.

O assessor de segurança nacional da Casa Branca não especificou todas as medidas que os norte-americanos tomariam nesse caso, mas garantiu que "responderiam com fortes medidas económicas".

Antes das declarações de Sullivan, a Casa Branca já havia feito saber que na cimeira virtual Biden disse a Putin que a Rússia arrisca "fortes sanções, incluindo económicas" em caso de escalada militar na Ucrânia.

Biden exprimiu "a profunda preocupação" dos Estados Unidos e dos seus aliados face ao aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia, prosseguiu a Casa Branca, antes de precisar que os dois chefes de Estado também abordaram a cibersegurança e o seu "trabalho comum sobre assuntos regionais como o Irão".

Ainda segundo a Casa Branca, Biden reiterou o apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia e apelou à diminuição das tensões e ao "regresso à diplomacia".

Por seu lado, Vladimir Putin denunciou hoje perante o seu homólogo norte-americano o crescente potencial militar da NATO juntos às fronteiras da Rússia e pediu "garantias" sobre o não alargamento da Aliança para leste.  

O Kremlin tem desmentido qualquer projeto de invasão e tem acusado Washington de negligenciar as suas preocupações: crescente atividade de países da NATO no mar Negro, intenção ucraniana em aderir à Aliança Atlântica e ambição de Kiev de continuar a receber armamento do ocidente.

Tratou-se da segunda reunião entre os dois líderes, depois de um encontro presencial realizado em junho passado em Genebra (Suíça).

Na sequência da sua conversa telefónica com Putin, que segundo as agências noticiosas russas durou cerca de duas horas e terminou próximo das 17:00 de Lisboa, Biden vai telefonar para o Presidente francês, Emmanuel Macron, para a chanceler alemã, Angela Merkel, para o primeiros-ministro italiano, Mario Draghi, e para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Leia Também: Putin pede garantias a Biden sobre o não alargamento da NATO a leste

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