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Intervenção militar na RDCongo permitiu resgate de 30 reféns

Pelo menos 30 reféns fugiram hoje dos rebeldes das Forças Democráticas do Congo (ADF), depois dos exércitos do Uganda e da República Democrática do Congo (RDCongo) terem atacado os territórios do grupo no nordeste da RDCongo.

Intervenção militar na RDCongo permitiu resgate de 30 reféns
Notícias ao Minuto

16:03 - 03/12/21 por Lusa

Mundo RDCongo

O coordenador dos grupos da sociedade civil na província de Ituri, Jean Bosco Lalo, disse à agência de notícias Efe que os reféns aproveitaram a confusão dos ataques dos exércitos para fugir.

"Os reféns conseguiram escapar e estão agora a ser tratados pelo exército", explicou Lalo.

Segundo o coordenador, os reféns incluíam também um cidadão da Tanzânia.

Na terça-feira, a RDCongo e o Uganda iniciaram uma operação militar conjunta para derrotar os rebeldes das ADF nascidos no Uganda, declarou à Efe a porta-voz do exército ugandês, Flavia Byekwaso.

Desde então, soldados de ambos os países têm levado a cabo ataques aéreos e terrestres no leste da RDCongo, e já atingiram pelo menos quatro campos dos rebeldes armados, segundo fontes oficiais.

A medida surgiu depois das autoridades ugandesas acusarem as ADF - agora sediadas perto da fronteira comum do Uganda com a RDCongo - de organizar três atentados bombistas suicidas dentro do seu território em novembro.

Por outro lado, o Governo congolês responsabilizou as ADF por uma série de ataques mortais contra civis que ocorreram no Kivu Norte e províncias vizinhas de Ituri (nordeste) desde 2018.

Segundo dados compilados pelo Barómetro de Segurança Kivu (KST), as ADF já mataram mais de 2.050 pessoas em 363 ataques desde 2017 no nordeste da RDCongo.

Contudo, os objetivos da milícia não são claros para além de uma possível ligação à organização terrorista do Estado Islâmico (EI), que por vezes reivindica a responsabilidade dos ataques.

Embora o Grupo de Peritos das Nações Unidas (ONU) na RDCongo não tenha encontrado provas de apoio direto do EI às ADF, os Estados Unidos identificaram, desde março, os rebeldes como uma "organização terrorista estrangeira" filiada ao grupo 'jihadista'.

Desde 1998, o leste da RDCongo tem estado em conflitos alimentados por milícias rebeldes e ataques de soldados do exército, apesar da presença da missão de manutenção da paz das Nações Unidas na RDCongo (MONUSCO), que enviou mais de 14.000 soldados.

A ausência de alternativas e de meios de subsistência estáveis levou milhares de congoleses a pegar em armas e, segundo o KST, a região é um campo de batalha para pelo menos 122 grupos rebeldes.

Leia Também: Forças armadas da RDCongo anunciam partilha de informações com Uganda

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