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Suspensão de totalização de resultados eleitorais do estado Hugo Chávez

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE), suspendeu, segunda-feira, a totalização dos resultados, adjudicação e proclamação do novo governador de Barinas, terra natal do falecido presidente Hugo Chávez.

Suspensão de totalização de resultados eleitorais do estado Hugo Chávez

A suspensão foi confirmada pelo CNE através do Twitter, mais de uma semana uma semana depois das eleições regionais e municipais de 21 de novembro na Venezuela, sendo Barinas a única região do país em que os resultados finais não são oficialmente conhecidos.

"A Junta Eleitoral Nacional (JNE) suspendeu segunda-feira os procedimentos relacionados com a totalização, adjudicação e proclamação do governador de Barinas, após acatar uma medida cautelar ditada na mesma data pela Sala Eleitoral do Supremo Tribunal de Justiça", explica o CNE na sua conta do Twitter.

A decisão do STJ, explica, "foi conhecida em sessão do CNE, uma vez recebida a respetiva notificação que ordena a suspensão imediata dos procedimentos e/ou processos relacionados com a totalização, adjudicação e proclamação pelo CNE, relativamente aos candidatos ao cargo de governador do estado de Barinas, realizada em 21 de novembro de 2021, até que os fundos desta matéria sejam decididos".

"Uma vez conhecida, as autoridades eleitorais enviaram a notificação à JNE para o devido processo", sublinha.

O CNE explica ainda que "a JNE tinha instalado, na segunda-feira, a Comissão de Totalização, que devia processar o conteúdo das atas em falta para o cargo de governador de Barinas, após o CNE ter decidido que este órgão subordinado assumiria a totalização".

Segundo a imprensa venezuelana o STJ admitiu, segunda-feira, um recurso de impugnação de Adolfo Román Superlano contra as eleições locais, por alegada violação dos direitos constitucionais à participação e ao sufrágio, devido à  suposta existência de procedimentos e averiguações administrativas e penais contra o candidato opositor Freddy Superlano Salinas.

Segundo a imprensa o demandante, que apesar de ter o mesmo sobrenome não é familiar do demandado, diz que o seu competido está impedido legalmente de exercer qualquer cargo público.

Entretanto, através do Twitter, Freddy Superlano, convocou uma conferência de imprensa para esta terça-feira, durante a qual prevê anunciar as ações que tomará com relação à decisão do STJ.

"Peço-lhes que estejam atentos à mensagem que darei ao país, acompanhado pela Unidade (aliança opositora)", explica o candidato que pede aos eleitores que não o deixem sozinho, sublinhando que defenderá a vontade os venezuelanos de Barinas.

Freddy Superlano diz ainda que "uns homens soberbos têm querido arrebatar a vitória ao povo".

Também que a decisão do STJ "é uma demonstração da pouca vontade de reconstruir uma rota eleitoral como saída à crise política, social e económica que vivemos".

"Através de uma sentença do STJ pretendem agora anular as capacidades do CNE e pior ainda, a vontade do povo", afirma.

No sábado a organização não-governamental (ONG) Voto Jovem expressou preocupação pela demora do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela em anunciar os votos do estado de Barinas e instou aquele organismo a dar prioridade à divulgação dos resultados eleitorais.

"A reconstrução da via eleitoral passa por gerar espaços institucionais de resposta e respeito pela cidadania que viu no processo eleitoral uma oportunidade para se expressar. Como árbitro eleitoral, lhes corresponde abordar a situação em Barinas com prioridade", afirmou a Voto Jovem no Twitter.

Em 21 de novembro, os venezuelanos foram às urnas para eleger as autoridades que nos próximos quatro anos vão dirigir os 23 estados e os 3.082 candidatos que vão exercer funções em 335 municípios do país.

O PSUV (partido do Governo) ganhou 19 dos 24 estados (incluindo o Distrito Capital) do país, nas eleições regionais e municipais, segundo dados divulgados pelo CNE.

Leia Também: Maduro acusa observadores da União Europeia de espionagem na Venezuela

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