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Investigação do ataque ao Capitólio vota acusação de ex-funcionário

A comissão de investigação do ataque ao Capitólio, ocorrido em 6 de janeiro, vai votar na quarta-feira se acusa um ex-funcionário do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de desacato, por desafiar a intimação emitida por este órgão.

Investigação do ataque ao Capitólio vota acusação de ex-funcionário
Notícias ao Minuto

06:33 - 30/11/21 por Lusa

Mundo EUA

O painel da Câmara dos Representantes marcou esta segunda-feira a votação para dar seguimento às acusações por desacato contra Jeffrey Clark, ex-advogado do Departamento de Justiça e aliado do ex-presidente republicano Donald Trump na tentativa de reverter a derrota nas eleições presidenciais conquistadas pelo democrata Joe Biden.

Jeffrey Clark marcou presença para depor em 05 de novembro, mas disse aos elementos do painel que não responderia a questões no seguimento dos esforços legais de Donald Trump para bloquear a investigação da comissão, noticia a agência AP.

Em 06 de janeiro, centenas de manifestantes apoiantes do ex-presidente republicano investiram sobre a polícia para invadir o Capitólio e interromper a confirmação da vitória eleitoral de Joe Biden, na sequência de reiteradas acusações de Trump sobre a existência de fraude eleitoral generalizada, sem fundamentação credível.

Esta votação irá decorrer num momento em que a comissão também está a avaliar se acusa de desacato o ex-chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, o principal assessor de Trump no dia do ataque.

Intimado em setembro, Meadows ainda não compareceu perante a comissão.

Este painel de investigação prometeu acusar qualquer testemunha que não cumpra a intimação enquanto procuram esclarecer o que motivou o pior ataque ao Capitólio em dois séculos.

O Departamento de Justiça já manifestou estar disposto a dar seguimento a estas acusações, após ter indiciado o antigo conselheiro do ex-presidente Donald Trump, Steve Bannon, de dois crimes por desacato.

Na altura, o procurador-geral Merrick Garland salientou que a acusação de Bannon reflete o "compromisso inabalável" do departamento com o estado de direito.

O caso de Clark pode ser mais complicado, visto que este compareceu para testemunhar e, ao contrário de Bannon, era um funcionário oficial da administração de Trump em 06 de janeiro.

O ex-presidente republicano tem apresentado pedidos em tribunal para bloquear a investigação da comissão e procurou exercer o 'privilégio executivo' sobre a divulgação de dados e testemunhos, argumentando que estes deviam estar protegidos da opinião pública.

Segundo um relatório, Jeffrey Clark defendeu as tentativas de Trump em anular os resultados das eleições presidenciais e entrou em 'confronto' com superiores no Departamento de Justiça, que resistiram a esta pressão.

Num caso semelhante, em 2015 o Departamento de Justiça recusou-se a acusar de desacato uma ex-funcionária tributária, Lois Lerner, que fez uma declaração inicial na sua audiência perante o Congresso recusando-se a responder às questões invocando a quinta emenda, para não testemunhar contra si mesma.

No caso atual, o Departamento de Justiça está a ponderar as acusações por Jeffrey Clark ser um ex-funcionário do Governo e não um membro atual.

Com poucos precedentes, ainda não é claro qual será a posição deste órgão.

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