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Exército congolês resgata 54 civis que tinham sido raptados por rebeldes

O exército da República Democrática do Congo (RDCongo) resgatou, na quinta-feira, 54 civis - incluindo 21 crianças - que tinham sido raptados pelos rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF) há três semanas, comunicaram hoje fontes militares.

Exército congolês resgata 54 civis que tinham sido raptados por rebeldes
Notícias ao Minuto

16:41 - 26/11/21 por Lusa

Mundo RDCongo

O resgate teve lugar na aldeia Manzobe da província nordeste de Ituri, na sequência de uma batalha entre as forças armadas e os raptores das ADF, comunicou o porta-voz do exército, Jules Ngongo.

Entre os resgatados estavam 21 crianças, 17 mulheres e 16 homens, disse Ngongo.

Os reféns estavam detidos pelas ADF desde 05 de novembro, quando os rebeldes emboscaram um comboio de civis, escoltado por pessoal militar, a caminho da cidade de Beni, a cerca de 100 quilómetros do local do incidente.

No ataque, os rebeldes mataram nove pessoas e atearam fogo a vários veículos.

As províncias de Ituri e do vizinho Kivu Norte registaram um aumento do número de ataques rebeldes e de mortes de civis durante o ano passado, levando o Governo congolês a declarar o estado de emergência no final de abril.

As ADF são um grupo rebelde de origem ugandesa, mas operam atualmente no nordeste da vizinha RDCongo.

Os objetivos desta milícia armada não são claros para além de uma possível ligação com a organização terrorista Estado Islâmico (IS), que por vezes reivindica a responsabilidade pelos seus ataques.

Contudo, apesar de uma presença militar crescente em ambas as províncias, a sociedade civil e as figuras políticas locais lamentam que a frequência dos ataques não tenha diminuído.

De acordo com a declaração emitida por organizações não-governamentais, mais de 320.000 pessoas só no território de Djugu, na província de Ituri, estão em risco de serem deixadas "sem assistência humanitária" devido à insegurança.

"Na província de Ituri há 1,5 milhões de pessoas deslocadas pela violência. Dependem da assistência humanitária para sobreviver. Cortar o acesso a estes serviços vai empurrá-los para o abismo", declarou a diretora nacional da Conselho Norueguês para os Refugiados na RDCongo, Caitlin Brady.

Isto ocorre numa altura em que a RDCongo enfrenta uma das piores crises humanitárias da sua história, com um número recorde de pessoas deslocadas por ataques de grupos armados.

Só em Ituri, 1,5 milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido à violência.

Além disso, de acordo com dados das Nações Unidas, mais de metade da população da província de Ituri - quase três milhões de pessoas - enfrenta níveis extremos de insegurança alimentar.

Desde 1998, o leste da RDCongo tem tido vários conflitos alimentados por milícias rebeldes e ataques de soldados do exército, apesar da presença da missão de manutenção da paz das Nações Unidas na RDCongo (Monusco), que conta com mais de 14.000 soldados destacados.

A ausência de alternativas e de meios de subsistência estáveis levou milhares de congoleses a pegar em armas e, de acordo com a investigação do Barómetro de Segurança Kivu, esta região é agora o campo de batalha para pelo menos 122 grupos rebeldes.

Leia Também: Ataques de rebeldes na RDCongo deixam milhares sem ajuda humanitária

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