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Ex-líderes das FARC acusados de desflorestação na Amazónia colombiana

A justiça da Colômbia acusou na quinta-feira ex-líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) de serem os responsáveis pela intensa desflorestação, de milhares de hectares, em curso na Amazónia colombiana.

Ex-líderes das FARC acusados de desflorestação na Amazónia colombiana
Notícias ao Minuto

06:39 - 26/11/21 por Lusa

Mundo FARC

A Procuradoria-Geral da Colômbia revelou, em comunicado, que Gentil Duarte, um dos homens mais procurados naquele país, e outros dois parceiros, Ivan Mordisco e 'John 40', são responsáveis pelo corte ilegal de milhares de hectares no sul do país.

Os três homens são antigos líderes dissidentes das FARC, que em 24 de novembro de 2016 assinaram um acordo de paz com o então presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

No entanto, alguns destes membros regressaram à atividade de guerrilha.

"As provas recolhidas demonstram que, por orientação destes homens, o desmatamento agressivo aumentou desde 2016", salientou o procurador-geral da Colômbia, Francisco Barbosa, citado pela agência AFP.

Gentil Duarte, que tem a 'cabeça a prémio' por cerca de um milhão de dólares em Bogotá, e os outros ex-líderes da guerrilha marxista, são acusados de "invasão de área de importância ecológica", de "dano em recursos naturais", de "financiamento para plantações de cocaína" e "conspiração criminal".

Com o acordo de paz, o corpo principal de guerrilheiros das FARC abandonou as grandes extensões de território, que foram ocupadas por outros grupos armados, aproveitando a inação do Estado.

Um dos grupos de dissidentes das FARC, comandado por Gentil Duarte, atua nas regiões de Meta (centro-sul) e Guaviare (sul), uma das principais zonas de desflorestação e onde se encontra em construção uma estrada.

Segundo dados do Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais da Colômbia (Ideam), após o desmantelamento das FARC, o desmatamento 'explodiu' na Colômbia, passando de 123.841 hectares destruídos em 2015 para 219.552 em 2017.

Para o procurador-geral, esta "extração indiscriminada" visa a "pecuária extensiva, o cultivo de cocaína e a produção de drogas" e "põe em risco o solo, as nascentes de água e a fauna".

Os latifundiários também pagam aos fazendeiros para derrubarem árvores e apropriarem-se de grandes extensões de terra para deixar o gado pastar, segundo os depoimentos recolhidos pela AFP.

Através da nova lei contra crimes ambientas, o Presidente da Colômbia, Ivan Dure, pretende acabar com a destruição da floresta da Amazónia, afetada já em 925 mil hectares desde 2016, uma área semelhante à do Chipre.

Leia Também: MP do Brasil pede saída de extratores de ouro de rio na Amazónia

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