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Alfredo Martínez. Ativista cubano pede asilo político na Suíça

O jornalista e ativista cubano Alfredo Martínez, que integrou os movimentos San Isidro e 27N, viajou para Zurique e solicitou asilo político na Suíça, confirmaram hoje à Efe fontes da comunidade cubana na cidade helvética.

Alfredo Martínez. Ativista cubano pede asilo político na Suíça
Notícias ao Minuto

19:24 - 25/11/21 por Lusa

Mundo Alfredo Martínez

Após vários dias a aguardar uma decisão oficial, o ativista saiu do aeroporto de Zurique na quarta-feira e encontra-se atualmente em instalações na cidade destinadas a estas situações, indicaram as fontes cubanas.

Em declarações à Radio Television Martí, Martínez disse que fugiu "da repressão em Cuba", e acusou as autoridades de ter sido detido sem base legal, para além de outras pressões incluindo agressões físicas e prisões domiciliárias.

O ativista foi um dos participantes no protesto de artistas e intelectuais frente ao ministério da Cultura em 27 de novembro de 2020, no qual denunciaram a censura e pediram mais liberdade de expressão, e que constituiu um antecedente para os protestos de julho de 2021 em várias cidades cubanas.

Depois dos protestos de julho deste ano, os maiores na história recente do país, um novo protesto da oposição ao regime comunista foi convocado para 15 de Novembro, mas segundo ONG cubanas dentro e fora do país foi frustrado pela repressão das autoridades.

O Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH) registou "mais de 400 ações repressivas" para evitar os protestos dissidentes convocados para 15 de Novembro.

Entre as "ações repressivas", a OCDH afirma que se contam casos de prisão domiciliária com vigilância policial (122), intimações a esquadras policiais (62), ameaças (50), detenções (87), atos de repúdio (14) e cortes nos serviços de Internet (35).

Pelo menos 100 pessoas foram detidas e 131 impedidas de sair de casa durante os protestos dissidentes em Cuba, segundo a plataforma Cuba Decide e o Centro de Denúncias da Fundação para a Democracia Pan-americana (FDP).

Em comunicado, as duas organizações acusaram a polícia cubana e as "brigadas de resposta rápida" de serem responsáveis pelas prisões e detenções "arbitrárias" de manifestantes.

A plataforma Cuba Decide e o FDP instituíram, desde o passado fim de semana, um "centro de monitorização" que registou pelo menos 100 pessoas detidas de forma arbitrária para impedi-las de participar nas manifestações cívicas.

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