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Guterres apela a um "cessar-fogo incondicional e imediato" na Etiópia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje a um "cessar-fogo incondicional e imediato" na Etiópia para "salvar o país" que atravessa um grave conflito na região de Tigray.

Guterres apela a um "cessar-fogo incondicional e imediato" na Etiópia

"O processo de paz na Colômbia inspira-me a fazer hoje [quarta-feira] um apelo urgente aos protagonistas do conflito na Etiópia para um cessar-fogo incondicional e imediato para salvar o país", salientou o diplomata português.

Guterres divulgou a nota de imprensa durante a visita a Bogotá, onde se assinalam os cinco anos da assinatura do acordo de paz na Colômbia, noticia a agência EFE.

A região etíope de Tigray tem sido fortemente disputada desde o início da guerra, há um ano, entre o Governo do primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, e o grupo rebelde Frente de Libertação do Povo Tigray (FLPT).

Em novembro do ano passado, após Abiy enviar tropas para combater a FLPT, então no poder na região de Tigray, forças da região vizinha de Amhara correram a ocupar e administrar o oeste de Tigray.

As autoridades de Amhara argumentam que aquele território lhes pertence e foi anexado ilegalmente pela FLPT há três décadas.

Enquanto civis de Amhara têm chegado à região ao longo do último ano, dezenas de milhares de civis de Tigray fugiram para o vizinho Sudão ou para leste, para o interior de Tigray.

O êxodo tem sido tão dramático que o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse ao Congresso em março que teriam ocorrido "atos de limpeza étnica".

Embora a FLPT tenha recuperado o controlo de grande parte de Tigray em junho, o oeste de Tigray continua a ser patrulhado por forças de segurança de Amhara e por soldados etíopes e eritreus.

A FLPT prometeu "libertar" o oeste de Tigray, mas a região não tem registado combates pesados nos últimos meses e os rebeldes têm estado a avançar para a capital, Adis Abeba.

A guerra eclodiu em 04 de novembro de 2020, quando o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, ordenou uma ofensiva contra a FLPT, no poder na região, alegadamente como retaliação a um ataque a uma base militar federal e na sequência de uma escalada de tensões políticas.

Até agora, de acordo com a ONU, milhares de pessoas foram mortas e cerca de dois milhões são deslocados internos em Tigray.

O FLPT, que antes de Abiy chegar ao poder na Etiópia, em 2018, dominou o governo etíope, formou também uma aliança com outros grupos insurgentes, tais como o Exército de Libertação Oromo (OLA), ativo na região de Oromia, perto da capital do país, Adis Abeba.

Os receios de que os rebeldes pudessem assumir a capital do segundo país mais populoso de África (mais de 110 milhões de pessoas) suscitaram esforços diplomáticos por parte da comunidade internacional, no sentido de levar a uma cessação das hostilidades e a um acordo negociado.

Contudo, estes esforços têm-se revelado, até agora, infrutíferos.

Leia Também: Etiópia: Exército anuncia morte de 12 generais das forças do Tigray

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