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Controlo da imprensa na Hungria é risco para eleições

Uma especialista da ONU alertou hoje para a ingerência do poder na comunicação social na Hungria, sublinhando a importância de uma "cobertura imparcial" dos órgãos de imprensa públicos quando se aproximam as legislativas da primavera de 2022.

Controlo da imprensa na Hungria é risco para eleições
Notícias ao Minuto

19:26 - 22/11/21 por Lusa

Mundo Hungria

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o seu partido, o Fidesz, preparam-se para eleições muito renhidas contra um único candidato da oposição, Peter Marki-Zay.

"Observo um ambiente mediático subvertido na Hungria, onde o pluralismo, a independência e a diversidade da comunicação social são postos em questão", declarou em Budapeste Irene Khan, relatora especial da ONU para a proteção da liberdade de opinião e de expressão.

Ora, "no contexto de eleições, é importante garantir uma cobertura equilibrada, um acesso igual a todos os candidatos e uma abordagem imparcial dos órgãos de comunicação social de serviço público", acrescentou Irene Khan numa conferência de imprensa, no final de uma visita de vários dias ao país.

Durante os mandatos de Viktor Orbán, no poder desde 2010, o panorama mediático húngaro foi radicalmente alterado: os órgãos de comunicação públicos tornaram-se câmaras de eco da política governamental, enquanto pessoas próximas do poder compraram grande parte do setor privado da comunicação social.

Em consequência, alguns títulos deixaram de ser publicados de um dia para o outro e a outros foi imposta uma mudança da linha editorial.

Tais transformações valeram a Orbán, regularmente apontado pelas suas tendências autoritárias e xenófobas, numerosas advertências da União Europeia (UE).

Irene Khan, uma especialista independente nomeada pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU, lamentou "ataques à liberdade de imprensa que não são um fenómeno isolado, mas o sinal preocupante de um padrão mais amplo".

Leis, políticas e práticas foram alteradas para "eliminar as vozes discordantes", numa flagrante violação das "normas de direito internacional", denunciou.

Segundo a especialista, "isso torna difícil a participação livre do eleitorado no debate necessário para eleições democráticas", um elemento que já tinha sido apontado pelos observadores internacionais da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) aquando da vitória de Orbán em 2018.

Desde então, "a situação degradou-se", considerou Khan, apelando a uma "monitorização reforçada" em abril próximo.

Leia Também: Líder da oposição a Órban quer "restabelecer" a democracia na Hungria

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