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Alemães estarão "vacinados, curados ou mortos" até ao final do inverno

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, alertou hoje que até ao final deste inverno os alemães estarão "vacinados, curados ou mortos", tendo em conta o atual aumento de infeções provocadas pelo novo coronavírus no país.

Alemães estarão "vacinados, curados ou mortos" até ao final do inverno
Notícias ao Minuto

11:10 - 22/11/21 por Lusa

Mundo Jens Spahn

"Provavelmente, até ao final do inverno, como às vezes se diz cinicamente, todos ou quase todos estarão vacinados, curados ou mortos" devido à propagação da variante Delta do novo coronavírus, que é "muito, muito contagiosa", declarou o ministro alemão.

Jens Spahn apelou mais uma vez aos alemães que se vacinem "com urgência", face à explosão de casos do SARS-CoV-2 nas últimas semanas no país.

A Alemanha, especialmente as regiões sul e leste, foi duramente atingida por uma nova onda de infeções, que os investigadores e políticos atribuem, em particular, a uma taxa de vacinação (68%) das mais baixas da Europa Ocidental.

Diante do ressurgimento do vírus, que já matou mais de 99 mil pessoas no país desde o início da pandemia, a chanceler alemã cessante, Angela Merkel, e o seu provável sucessor, Olaf Scholz, decidiram na quinta-feira endurecer as restrições para os não vacinados, mas excluíram a vacinação obrigatória para toda a população.

"Atualmente temos uma quarta onda, temos uma situação muito, muito difícil em muitos hospitais na Alemanha", disse Spahn numa conferência de imprensa.

"Estamos a ver essa onda espalhar-se gradualmente para o oeste", acrescentou o ministro. As unidades de cuidados intensivos dos hospitais estão a chegar a um ponto de saturação, principalmente por falta de pessoal.

Nos últimos dias, a Alemanha tem registado números sem precedentes de infeções, ultrapassando o limite de 65.000 contágios diários na semana passada. Hoje, a taxa de incidência a sete dias bateu o recorde de 386,5 infeções por 100 mil habitantes.

Angela Merkel, que está prestes a deixar o poder, lamentou esta quarta onda "altamente dramática", enquanto os líderes alemães pretendem uma limitação drástica da vida social dos não vacinados.

A covid-19 provocou pelo menos 5.144.573 mortes em todo o mundo, entre mais de 256,54 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Leia Também: Alemanha regista mais 30.643 novos casos de Covid-19 e 62 mortes

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