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Kyle Rittenhouse. Juiz não permitirá que mortos sejam chamados de vítimas

Aproximando-se o julgamento de Kyle Rittenhouse, que matou dois homens nos protestos de Kenosha, em 2020, o juiz encarregue do caso indicou que não permitirá que seja usada a palavra "vítima" para se referir às vítimas mortais.

Kyle Rittenhouse. Juiz não permitirá que mortos sejam chamados de vítimas
Notícias ao Minuto

21:30 - 27/10/21 por Notícias ao Minuto 

Mundo Kyle Rittenhouse

Os dois homens que foram assassinados por Kyle Rittenhouse nos protestos contra a violência policial de agosto de 2020, em Kenosha, no estado norte-americano do Wisconsin, poderão ser referidos no julgamento como "manifestantes" ou "vândalos", mas não como "vítimas", avisou um juiz daquele estado na segunda-feira.

Os advogados de defesa de Rittenhouse mantêm que o jovem agiu em autodefesa quando baleou os manifestantes.

Rittenhouse era um dos vários civis que saíram à rua armados, alegadamente, para defender as propriedades de serem vandalizadas ou saqueadas, depois de vários incidentes de destruição.

"As provas devem mostrar aquilo que mostram, que qualquer uma daquelas pessoas estavam a incendiar, vandalizar ou saquear, portanto eu não vou dizer à defesa que não devem ser assim apelidados", indicou o juiz Bruce Schroeder.

O magistrado, sublinhe-se, tem como regra não permitir o uso da palavra "vítima" por parte da acusação, durante os seus julgamentos, descreve a CNN.

Recorde-se que Kyle Rittenhouse foi detido depois de ter disparado sobre três pessoas, matando duas delas, durante os protestos 'Black Lives Matter' ocorridos em Kenosha, em agosto do ano passado, após um agente da polícia ter disparado sete vezes sobre o afro-americano Jacob Blake.

Rittenhouse foi filmado por testemunhas a abrir fogo no meio de uma estrada com uma espingarda semiautomática. Os vídeos nas redes sociais mostram pessoas a correr pelas ruas de Kenosha, enquanto se ouvem tiros, e em algumas das imagens podem ver-se homens feridos no chão.

Pelo menos um pequeno grupo de homens, a maioria brancos e fortemente armados, patrulhou a cidade, dizendo que queriam proteger os seus bens, constatou, na altura, um jornalista da agência francesa France-Presse (AFP).

Jacob Blake, de 29 anos, foi baleado várias vezes nas costas quando abria a porta de um veículo, onde estavam os seus três filhos menores, momento que foi gravado por câmaras de telemóvel de testemunhas. O afro-americano ficou paralisado da cintura para baixo.

Leia Também: Procuradores federais não acusam polícia que disparou contra Jacob Blake

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