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Forças do Sudão disparam gás lacrimogéneo sobre manifestantes

As forças de segurança do Sudão dispararam hoje gás lacrimogéneo sobre manifestantes que bloqueavam uma estrada em Cartum, em protesto contra o golpe militar liderado general Abdel Fattah al-Burhane, afirmaram várias testemunhas à agência France-Presse.

Forças do Sudão disparam gás lacrimogéneo sobre manifestantes
Notícias ao Minuto

21:49 - 26/10/21 por Lusa

Mundo Sudão

Os disparos aconteceram quando as forças tentavam, sem sucesso, segundo as testemunhas, desimpedir uma via da capital do país bloqueada com pedras pelos manifestantes.

Milhares de sudaneses protestam desde segunda-feira contra o exército golpista em Cartum, bloqueando as ruas do centro da cidade com pedras, ramos de árvores e pneus queimados, enquanto as forças de segurança se posicionavam em pontes e nas ruas principais.

Segundo a Associação de Profissionais, que liderou em 2019 as manifestações que derrubaram o ditador Omar al-Bashir, 10 pessoas morreram e 140 ficaram feridas durante os protestos de segunda-feira.

As manifestações de segunda-feira registaram-se em várias partes do Sudão, após a dissolução do principal órgão do processo de transição do país, e a detenção do primeiro-ministro, Abdullah Hamdok.

O presidente do Conselho Soberano sudanês, o mais alto órgão de poder no processo de transição do Sudão, general Abdel-Fattah al-Burhan, dissolveu na segunda-feira o Governo e o próprio conselho, horas depois de os militares prenderem o governante.

Al-Burhan leu uma declaração na televisão estatal sudanesa, na qual anunciou a instauração de um estado de emergência em todo o país entre um conjunto de nove pontos, que incluíram a dissolução do Governo e do Conselho Soberano, assim como a suspensão de vários artigos do documento constitucional que lançou as bases para a transição após o derrube de Omar al-Bashir em abril de 2019.

Já hoje general Al-Burhan declarou hoje, numa conferência de imprensa em Cartum, que o primeiro-ministro deposto está em sua casa, que "ninguém o raptou ou agrediu", e "quando a situação se acalmar e a paz prevalecer, ele voltará para casa".

Leia Também: Sudão: Novo balanço aponta que protestos causaram 10 mortos e 140 feridos

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