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Milícia armada liberta 57 reféns na República do Congo

Uma milícia armada de autodefesa Maï-maï libertou 57 pessoas raptadas há seis dias na província do Kivu Sul, no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), anunciou hoje um representante da sociedade civil.

Milícia armada liberta 57 reféns na República do Congo
Notícias ao Minuto

14:45 - 25/10/21 por Lusa

Mundo Conflito

"Os próprios rebeldes entregaram os reféns à sociedade civil, que por sua vez decidiu abordar o exército para gerir a sua libertação e iniciar investigações", disse Kitandala Santos, presidente da sociedade civil do território de Fizi, à agência espanhola, Efe, por telefone.

Segundo Santos, as pessoas libertadas encontram-se agora em campos de deslocados internos à guarda pela Missão das Nações Unidas na RDCongo (Monusco).

Muitos destes reféns eram da comunidade Banyamulenge, congoleses com uma língua e cultura semelhantes aos ruandeses e frequentemente considerados "estrangeiros" por outros grupos étnicos do leste da RDCongo.

Durante décadas, os Banyamulenge e outras comunidades da região acusaram-se mutuamente de atacarem os seus bens e criaram grupos armados para defenderem os seus interesses.

"Muitas vezes, estas milícias entram em conflito umas com as outras. Estão encarregados da segurança de cada comunidade porque o exército não é capaz de controlar a situação", lamentou Santos.

Nesta ocasião, o rapto em massa teve lugar durante um confronto entre os grupos Banyamulenge e Bafuliro, e os reféns foram detidos por uma milícia Maï-Maï - como os congoleses chamam a estas dezenas de grupos armados formados por civis para se defenderem de outros rebeldes.

As províncias do Kivu Norte, Kivu Sul e Ituri foram particularmente atingidas pela Primeira e Segunda Guerra Congolesa (1996-2003) e a população civil continua a ser vítima de numerosos grupos armados que estão atualmente a massacrar civis e a destruir as suas casas, apesar da presença da Monusco, que tem mais de 14.000 soldados destacados.

A ausência de alternativas e de meios de subsistência estáveis levou milhares de congoleses a pegar em armas e a reagruparem-se em grupos rebeldes, e hoje, segundo as organizações Congo Research Group e a Human Rights Watch, mais de 130 milícias diferentes continuam a lutar pelo controlo de minérios, terras e outros recursos no leste da RDCongo.

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