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Renamo qualifica de "insulto" aumento dos combustíveis

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, considerou hoje "um insulto" o aumento do preço dos combustíveis no país, assinalando que a decisão vai agravar o custo de vida da população.

Renamo qualifica de "insulto" aumento dos combustíveis

A Autoridade Reguladora de Energia (Arene) de Moçambique anunciou a subida dos preços dos produtos petrolíferos em Moçambique, entre 7% a 22%, a partir de quinta-feira, refletindo a subida do preço do barril de crude.

Em conferência de imprensa convocada a propósito da decisão do regulador petrolífero moçambicano, o porta-voz da Renamo, José Manteigas, repudiou os incrementos, observando que os mesmos acontecem poucas semanas depois de o Governo ter determinado a subida de 5% no salário mínimo nacional.

"Este aumento veio agravar mais o penoso custo de vida que os moçambicanos suportam, diariamente, num país onde o índice de desemprego é altíssimo e assustador", avançou Manteigas.

A consequência imediata desta decisão é a subida geral de preços, particularmente dos produtos de primeira necessidade e o transporte de passageiros, notou o porta-voz da Renamo.

O principal partido da oposição exigiu ao Governo que encontre uma estratégia de subsidiar os preços dos produtos de primeira necessidade e a tarifa no transporte público.

"Os moçambicanos não merecem viver eternamente debaixo da fome, por conta da má gestão dos impostos e da coisa pública, que impedem a poupança de recursos", prosseguiu José Manteigas.

Manteigas defendeu que o executivo deve criar reservas financeiras que permitam ao país mitigar o impacto do aumento do custo dos combustíveis no mercado internacional.

O porta-voz da Renamo lamentou que a subida do preço dos produtos petrolíferos aconteça num contexto em que muitos trabalhadores moçambicanos perderam emprego, devido ao impacto da pandemia de covid-19.

O último ajustamento de preços dos produtos petrolíferos tinha ocorrido há quase um ano, em novembro de 2020, e na altura os preços tinham descido.

Agora, o gás de cozinha é o que sofre a maior subida, de 22%, passando de 58,18 para 71,02 meticais por quilo (de 76 para 92 cêntimos de euro por quilo).

A gasolina sobe 10% de 62,5 para 69,04 meticais por litro (de 81 para 90 cêntimos de euro por litro), enquanto o gasóleo aumenta 7%, de 57,45 para 61,71 meticais por litro (de 75 para 80 cêntimos de euro por litro) - é o produto com o menor aumento.

O petróleo de iluminação sobe quase 11%, de 43,24 para 47,95 meticais por litro (de 56 para 62 cêntimos por litro).

O gás natural veicular sobe quase 9% de 30 para 32,69 meticais por litro (de 39 para 42 cêntimos de euro por litro).

Os produtos petrolíferos à venda em Moçambique são importados por via marítima em cargueiros especiais, através de um processo centralizado por lei numa única entidade pública, a Imopetro, detida pelas distribuidoras de produtos petrolíferos que operam no país. 

Os preços anunciados podem ser mais altos nos postos fora das circunscrições territoriais de cidades com terminais de distribuição (Matola, Beira, Nacala e Pemba), uma vez que a lei prevê que possa haver um acréscimo relativo aos custos de transporte para esses postos.

A pressão para a subida dos preços do crude mantém-se, devido à perspetiva de alguns produtores de petróleo não aumentarem a sua produção ao mesmo ritmo da procura, impulsionada pela reanimação económica pós-pandemia e a chegada do frio ao hemisfério norte.

Leia Também: Preços de produtos petrolíferos sobem entre 7% e 22% em Moçambique

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