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Mais 500 pessoas obrigadas a deixar as suas casas em La Palma

Até ao momento, cerca de 7.500 pessoas foram retiradas da área afetada pela erupção.

Mais 500 pessoas obrigadas a deixar as suas casas em La Palma

O Plano Especial de Proteção contra Risco Vulcânico (PEVOLCA) ordenou, na noite desta quarta-feira, a evacuação de cerca de cinquenta casas em La Palma, nos municípios de Los Llanos de Aridanne e Tazacorte, face ao avanço da lava do vulcão Cumbre Vieja.

O presidente do município de Tazacorte, Juan Miguel Rodríguez, em declarações a televisão pública espanhola (RTVE) que os serviços de emergência ajudaram cerca de 500 pessoas a abandonar as suas casas na última madrugada.

Um total de cerca de 7.500 pessoas já foram assim forçadas a fugir desde que o vulcão Cumbre Vieja começou a entrar em erupção, há mais de um mês.

Conforme relatado pelo 112 das Ilhas Canárias, através da sua conta no Twitter, os moradores dos bairros de Las Matelas (Los Llanos de Aridane) e Marina Alta, Marina Baja, Cuesta Zapata e La Condesa tiveram de deixar as suas casas esta manhã.

Apesar de a maior parte da ilha, de 85.000 habitantes, não estar a ser afetada pela erupção, parte da população que vive no lado ocidental tem assistido ao avanço da lava e à destruição das suas casas e dos seus meios de subsistência.

O vulcão entrou em erupção em 19 de setembro, já devastou 866,1 hectares e destruiu 2.185 edifícios e ameaça outros 76, de acordo com medições feitas na última noite com a ajuda do sistema de satélites europeu Copernicus.

Por outro lado, o número de quilómetros de estradas destruídas aumentou para 62,6, desde o início da erupção da Cumbre Vieja.

Quanto à atividade sísmica, aumentou ligeiramente nas últimas horas. Desde a meia-noite registaram-se 38 terramotos na ilha de La Palma, de acordo com o Instituto Geográfico Nacional (IGN) espanhol.

O maior terramoto desde o início da erupção foi registado na terça-feira, com uma magnitude 4,8 na Escala de Richter.

Um mês depois do início da erupção de Cumbre Vieja na ilha de La Palma, nas Canárias, o vulcão continua com uma atividade intensa.

Há sinais de alguma normalização na vida do dia a dia, com as autoridades responsáveis pela Educação nas Ilhas Canárias a permitir que as aulas nas escolas fossem retomadas na segunda-feira nos municípios mais afetados pelo vulcão (Tazacorte, Los Llanos de Aridane e El Paso), com um número de alunos superior a 90%.

A ilha de La Palma converteu-se neste mês num dos locais mais observados em todo o mundo, com os cientistas a aprofundar o seu conhecimento sobre a evolução do planeta.

Foi um mês sem descanso para a população da ilha, confrontada com uma catástrofe social e económica, sendo no entanto um alívio o facto de não ter havido até agora qualquer vítima mortal motivada pela atividade do vulcão e a solidariedade a que se tem assistido.

[Notícia atualizada às 12h24]

Leia Também: La Palma regista sismo de 4,8 na escala de Richter, o maior até agora

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