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Alemanha propõe à Polónia reforço de patrulhas fronteiriças conjuntas

A Alemanha propôs à Polónia o reforço das patrulhas conjuntas na fronteira entre os dois países, para fazer face ao número crescente de migrantes que ali chegam depois de atravessarem a Bielorrússia.

Alemanha propõe à Polónia reforço de patrulhas fronteiriças conjuntas

A presença das forças fronteiriças será "sensivelmente aumentada", estimou o ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, numa carta ao seu homólogo polaco, Mariusz Kaminski, citada pela agência de notícias francesa AFP.

Seehofer declarou-se "preocupado" com o aumento do afluxo de migrantes, nomeadamente procedentes "do Próximo e do Médio Oriente", passando pela Bielorrússia e chegando à Polónia e, depois, à Alemanha.

O ministro alemão propôs "aumentar a proporção das forças da polícia federal alemã" que participam nas patrulhas conjuntas, deixando às forças polacas o cuidado de gerir os migrantes que atravessam a fronteira diretamente provenientes da Bielorrússia.

Seehofer propôs igualmente dirigir um apelo à agência europeia de proteção das fronteiras Frontex para obter a sua assistência.

De acordo com números do Ministério do Interior alemão divulgados na segunda-feira, cerca de 4.500 pessoas atravessaram desde agosto a fronteira entre a Polónia e a Alemanha sem documentos que lhes permitissem fazê-lo.

A Polónia, por seu lado, colocou 6.000 soldados ao longo da fronteira com a Bielorrússia para tentar deter o afluxo de migrantes, declarou hoje o ministro da Defesa, Mariusz Blaszczak.

"Quase 6.000 soldados das 16.ª, 18.ª e 12.ª divisões estão destacados na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia", escreveu Blaszczak na rede social Twitter.

"Os soldados estão a dar apoio à guarda fronteiriça, protegendo a fronteira do país para impedir que ela seja ilegalmente franqueada", acrescentou.

A União Europeia (UE) acusa o Presidente da Bielorrússia, Alexandr Lukashenko, de deixar entrar migrantes do Médio Oriente e de África no país e de, em seguida, os encaminhar para as fronteiras da Lituânia, da Letónia e da Polónia, como medida de retaliação contra as sanções económicas e individuais impostas pelo bloco comunitário.

A chegada maciça de migrantes que cruzam ilegalmente a fronteira oriental da UE com a Bielorrússia apanhou de surpresa países que não estão habituados a gerir um tal afluxo de clandestinos.

A Polónia foi acusada pelas organizações não-governamentais (ONG) humanitárias de praticar expulsões de migrantes na fronteira com a Bielorrússia.

Seehofer abordará esta questão numa reunião do Governo, na quarta-feira.

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