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Blinken debate tema com homólogos de Chile, Brasil e Colômbia

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, debateu hoje os desafios migratórios que o continente americano enfrenta com os seus homólogos do Chile, Andrés Allamand, do Brasil, Carlos França, e da Colômbia, Marta Lucía Ramírez.

Blinken debate tema com homólogos de Chile, Brasil e Colômbia

A discussão, realizada por telefone, ocorreu mesmo antes de Blinken participar, na quarta-feira, numa reunião ministerial sobre imigração em Bogotá.

Segundo um comunicado do porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, Blinken agradeceu à ministra dos Negócios Estrangeiros colombiana a disposição do seu Governo para acolher a reunião.

O chefe da diplomacia norte-americana agradeceu também a Marta Ramírez o facto de o executivo colombiano ter atribuído aos cerca de dois milhões de venezuelanos que estão na Colômbia um Estatuto Temporário de Proteção (TPS, na sigla em inglês), que lhes permite ter acesso aos benefícios sociais do Estado colombiano, entre os quais a vacinação contra a covid-19 e a possibilidade de tirar a carta de condução.

Na chamada telefónica, Blinken reiterou a Ramírez a disponibilidade de Washington para trabalhar em estreita colaboração com Bogotá para encontrar as "causas básicas" que desencadeiam a migração e promover procedimentos "seguros, ordeiros e humanos".

Os desafios da migração procedente da Venezuela, que partilha fronteira com a Colômbia e o Brasil, também foram abordados na conversa entre Blinken e o homólogo brasileiro, acrescentou o Departamento de Estado.

Os dois responsáveis falaram sobre como aumentar a sua cooperação para deter "os fluxos descontrolados de migrantes irregulares" na região e também discutiram o êxodo de haitianos.

Com Allamand, Blinken discutiu os requisitos que o Chile exige aos migrantes para regularizar a sua situação, nos termos da lei aprovada em abril passado.

O secretário de Estado elogiou também a participação do país latino-americano na reunião a nível ministerial sobre migração em Bogotá e agradeceu ao chefe da diplomacia chilena o apoio do seu país aos refugiados e migrantes na região, especialmente aos procedentes da Venezuela e do Haiti.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, os dois responsáveis discutiram as metas comuns nas relações bilaterais, como a adoção de ações imediatas para apoiar uma migração "ordeira, segura e humana" na região, bem como controlar o fluxo de indocumentados no continente.

A 11 de abril último, o Governo do Chile promulgou a nova Lei da Migração, que levou oito anos a ser aprovada e recebeu uma enxurrada de críticas da oposição e de organizações defensoras dos direitos dos migrantes, por impor uma maior rigidez nas fronteiras e agilizar as deportações.

O novo diploma exige que se obtenha um visto no país de origem, com o objetivo de evitar que estrangeiros entrem na qualidade de turistas e alterem depois esse estatuto para procurar trabalho.

Blinken inicia hoje uma visita à Colômbia e ao Equador, onde se avistará com os respetivos Presidentes, Iván Duque e Guillermo Lasso, assim como com outras personalidades de ambos os países.

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