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Talibãs esperam reconhecimento de participantes na reunião de Moscovo

Representantes dos talibãs disseram hoje que esperam corresponder à "comunidade internacional" e conseguir o reconhecimento do novo regime no poder em Cabul, antes de se reunirem na quarta-feira com enviados de dez países em Moscovo.

Talibãs esperam reconhecimento de participantes na reunião de Moscovo

"O diálogo vai ser sobre vários temos, e o Emirato Islâmico (autodenominação do governo talibã no Afeganistão) vai expor os pontos de vista para alentar e satisfazer a 'comunidade internacional' em questões de mútuo interesse", disse à Efe um dos membros da comissão cultural talibã, Jawad Sargar.

A reunião vai decorrer na quarta-feira, na capital da Rússia, sendo que é já a terceira no quadro do chamado "Formato de Moscovo" sobre consultas acerca do Afeganistão desde que os talibãs tomaram o poder, em agosto.

Representantes da República Popular da China, Irão, Índia, entre outros, foram convidados para o encontro com a delegação talibã encabeçada pelo primeiro-ministro, Abdul Salam Hanafi.

"Esperamos que o resultado da reunião seja positivo, porque os problemas só podem resolver-se através do diálogo", disse Sargar.

os talibãs esperam conseguir que a "comunidade internacional" reconheça oficialmente o governo interino que não inclui mulheres e é composto fundamentalmente por membros de tribos pasthun.

O mesmo porta-voz dos talibãs disse que, além da "reunião principal", a delegação vai manter encontros separados com os representantes dos vários países presentes sobre o "reconhecimento do Emirato Islâmico".

Um outro representante talibã, que pediu anonimato, disse à agência de notícias espanhola EFE que a "intenção é começar um novo capítulo" de relações internacionais.

"É uma boa oportunidade para interagirmos e nos relacionarmos com a 'comunidade internacional'. Queremos relações diplomáticas e económicas com outros países do mundo", acrescentou.

De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, a reunião vai abordar assuntos sobre a "consolidação de esforços da 'comunidade internacional' para se evitar uma crise humanitária" no Afeganistão.

O encontro de Moscovo não vai contar com a participação dos Estados Unidos, cujo representante especial para o país, Zalmay Khalizad foi substituído na segunda-feira por Thomas West, ex-conselheiro da Casa Branca no período em que Joe Biden foi vice-presidente, durante a Administração Obama.

Na semana passada, os países do G-20 realizaram uma reunião extraordinária, por meios remotos, sobre o Afeganistão em que foram acordadas uma série de ajudas para minimizar a catástrofe humanitária no país.

A crise afeta pelo menos 18 milhões de pessoas, metade da população afegã, de acordo com os dados das Nações Unidas, incluindo um milhão de crianças que sofrem atualmente da falta de alimentos.

Leia Também: Afeganistão: Número de mortos no atentado em Kandahar sobe para 47

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