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Navio de ONG com 412 migrantes a bordo após sete resgates em 24 horas

O navio da organização não-governamental (ONG) alemã Sea-Watch navega atualmente com 412 migrantes a bordo, após ter realizado sete resgates no Mediterrâneo nas últimas 24 horas, anunciou hoje a estrutura humanitária.

Navio de ONG com 412 migrantes a bordo após sete resgates em 24 horas

"Após mais dois resgates: 412 pessoas a bordo do [navio] 'Sea-Watch 3'", anunciou a ONG alemã através da rede social Twitter.

Na mesma mensagem, a propósito destes resgates em concreto, a Sea-Watch relatou que a tripulação do aparelho aéreo de vigilância da ONG, o "Seabird", avistou um bote de borracha sobrelotado em dificuldades e reportou a ocorrência ao navio humanitário.

"Embora a embarcação estivesse quase a afundar-se e as pessoas já estivessem na água, felizmente todos foram colocados em segurança", descreveu a ONG na rede social.

Em outra mensagem, a ONG relatou o caso de uma outra embarcação em perigo, desta vez uma embarcação de madeira, que também tinha a bordo vários migrantes.

"A nossa equipa médica está a prestar os cuidados necessários a quem precisa", anunciou a ONG alemã, cujo navio humanitário realizou um total de sete operações de resgate desde domingo.

Nos dois primeiros resgates, realizados no domingo, o navio "Sea-Watch 3" recolheu um total de 120 pessoas, incluindo muitas crianças e alguns migrantes com "dificuldades de locomoção".

O "Sea-Watch 3" chegou no sábado à zona do Mediterrâneo Central, encarada como uma das rotas migratórias mais mortais, que sai da Líbia, Argélia e da Tunísia em direção à Itália e a Malta.

O navio da ONG alemã, que esteve inoperacional durante algum tempo por decisão da justiça italiana, zarpou para esta missão do porto espanhol de Burriana, perto de Valência.

De acordo com a Sea-Watch, o aparelho aéreo de vigilância "Seabird" também reportou casos de embarcações com migrantes que foram reencaminhadas para a Líbia, que não é considerada "um porto seguro", por parte da guarda costeira líbia.

A Líbia, país localizado a cerca de 300 quilómetros das costas italianas que está imerso num caos político e securitário desde a queda do regime de Muhammar Kadhafi em 2011, tornou-se um importante ponto de passagem para centenas de milhares de migrantes, sobretudo africanos e árabes que tentam fugir de conflitos, violência e da pobreza, que procuram alcançar a Europa através do mar Mediterrâneo.

Em meados de julho, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) avançou que o número de migrantes que morreram ou desapareceram ao tentar fazer a travessia do Mediterrâneo em direção às costas europeias tinha mais do que duplicado desde o início de 2021 face ao mesmo período do ano passado.

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