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Biden anuncia acordo para expandir operações portuárias

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou quarta-feira um acordo para expandir as operações no porto de Los Angeles, na Califórnia, numa altura em que a inflação anual subiu e os navios cargueiros esperam para atracar.

Biden anuncia acordo para expandir operações portuárias
Notícias ao Minuto

06:18 - 14/10/21 por Lusa

Mundo EUA

O congestionamento de navios cargueiros está a ameaçar a economia norte-americana e as compras nas épocas festivas.

"Com os feriados a chegar, vocês devem estar a perguntar se os presentes que planeiam comprar chegarão a tempo. Hoje temos boas notícias: vamos ajudar a acelerar a entrega de mercadorias em toda a América", disse Biden na Casa Branca, em Washington.

A Casa Branca adiantou que se encontra a finalizar um acordo para que o porto de Los Angeles labore todos dias da semana, numa operação de 24 horas, na esperança de que as intervenções noturnas ajudem a quebrar o trânsito e a reduzir os atrasos nos envios de torradeiras, sapatilhas, bicicletas e outros.

O aumento de custos está a corroer os salários dos trabalhadores, prejudicando o crescimento e gerando críticas dos republicanos a Joe Biden, num momento em que a sua agenda multimilionária de impostos, economia, clima e infraestruturas está a passar pelo teste das negociações do Congresso.

Mas a expansão das operações portuárias foi reconhecimento silencioso de que a inflação está em níveis elevados, muito depois da economia norte-americana ter reaberto, após a pandemia da covid-19.

As empresas estavam preocupadas com os atrasos pelo menos desde junho, mas o governo só formou uma 'task force' para a cadeia de fornecimentos naquele mês, tendo nomeado um responsável portuário em 27 de agosto.

"Os portos são apenas uma peça do puzzle", disse Biden.

Os EUA estão a precisar de mais camionistas, retalhistas privados para incrementar e melhorar as infraestruturas, bem como uma cadeia de fornecimentos que pode ser dificilmente interrompida por pandemias e condições climatéricas extremas.

Joe Biden está a tentar usar a situação como um argumento para os seus planos políticos que estão a ser escrutinados pelo Congresso.

"Precisamos de ter uma visão mais ampla e investir nas construções de maior resiliência para suportar os tipos de embates que temos visto repetidamente, ano após ano, o risco de pandemia, condições meteorológicas extremas, mudanças climáticas, ataques cibernéticos, interrupções climáticas", alertou.

A sensação de incerteza está a começar a chamar a atenção de muitos norte-americanos.

A taxa de inflação anual subiu para 5,4% em setembro nos Estados Unidos, o nível mais alto em 13 anos, indicou hoje o Departamento do Trabalho.

A maioria dos analistas esperava uma taxa de inflação de 5,3% em setembro, mas os dados oficiais indicam que houve uma subida de uma décima em relação ao mês anterior.

Se forem excluídos os preços dos alimentos e dos combustíveis, que são os mais voláteis, a inflação subjacente em setembro foi de 0,2%, com uma taxa anual de 4%.

Os preços da energia subiram em setembro 24,8% e os dos alimentos aumentaram 4,6%, segundo os números publicados pela administração norte-americana. Os preços que os consumidores pagam pela gasolina aumentaram 1,2% no mês passado e 42,1% no período de um ano.

A subida da inflação tem suscitado preocupação nos Estados Unidos, já que se encontra em níveis que não eram registados há mais de uma década, mas até agora a Reserva Federal (banco central) tem repetido que tem um caráter transitório.

Leia Também: Biden reúne-se com PR queniano enquanto tenta travar guerra na Etiópia

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