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Hezbollah acusa EUA de intromissão na investigação a explosão no porto

O movimento xiita libanês Hezbollah acusou hoje os Estados Unidos de interferir na investigação sobre a explosão o ano passado no porto da capital do Líbano, Beirute, com o objetivo de o envolver e aos seus aliados.

Hezbollah acusa EUA de intromissão na investigação a explosão no porto
Notícias ao Minuto

14:49 - 13/10/21 por Lusa

Mundo Líbano

Respondendo a críticas de um porta-voz do Departamento de Estado sobre o processo, o deputado do Hezbollah Hassan Fadallah considerou os seus comentários uma "nova violação da soberania do Líbano", que expõe "a extensão da interferência visando controlar e dirigir a investigação".

A explosão, ocorrida a 4 de agosto de 2020 e causada pelo armazenamento sem segurança de uma enorme quantidade de nitrato de amónio, causou pelo menos 214 mortos, mais de 6.500 feridos e destruiu vários bairros de Beirute.

A investigação foi temporariamente suspensa na terça-feira, num contexto de contestação legal dos réus contra o juiz Tarek Bitar, o investigador principal.

Bitar é o segundo juiz a liderar a investigação e tem estado sob pressão da classe política libanesa.

Na segunda-feira o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, acusou-o de politizar o inquérito e pediu a sua substituição por um magistrado "honesto e transparente".

O porta-voz do Departamento de Estado Ned Price criticou na terça-feira os comentários de Nasrallah e disse que Washington apoia a independência judicial do Líbano.

"Os juízes devem estar livres de ameaças e intimidações", referiu Price, que acusou o Hezbollah de estar "mais preocupado com os seus próprios interesses e os do seu protetor, o Irão, do que com os interesses do povo libanês".

Na resposta a Price, Fadallah acusou Washington de impor "ditames que visam obstruir a justiça e encobrir a verdade" contra segmentos da população que os Estados Unidos consideram inimigos, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press.

As famílias das vítimas apoiaram Bitar, denunciando as tentativas de inviabilizar e politizar a investigação.

"Há uma decisão política de não permitir ao juiz trabalhar", considerou Nizar Saghieh, diretor da ONG jurídica Legal Agenda.

"As forças que o contestam esgotam todos os recursos legais por enquanto, mas é claro que algumas partes estão prontas a recorrer a meios não legais para o impedir de trabalhar", disse à agência France-Presse.

Leia Também: Investigação à explosão em Beirute suspensa pela segunda vez em semanas

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