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Familiares de detidos em manifestações em Cuba pedem ajuda à Igreja

Um grupo de mães e familiares de pessoas detidas pelas autoridades cubanas por participarem em protestos contra o Governo, em 11 de julho, apelaram na segunda-feira à Conferência de Bispos Católicos de Cuba que interceda na sua libertação.

Familiares de detidos em manifestações em Cuba pedem ajuda à Igreja
Notícias ao Minuto

06:28 - 12/10/21 por Lusa

Mundo Cuba

"Dirigimo-nos às autoridades eclesiásticas para lhes pedir a sua imediata intervenção na libertação de todos os cubanos que exerceram o direito fundamental de liberdade de expressão e de manifestação pacífica", pode ler-se numa carta divulgada pelo fórum "Estado de Sats", ligado a grupos dissidentes, na sua página do Facebook, noticia a Efe.

A missiva, que conta até ao momento com cerca de uma centena de assinaturas, implora à hierarquia da Igreja Católica que acompanhe a "necessidade urgente de fazer justiça, de fazer o bem, de defender que se faça o bem, como prega a doutrina social da Igreja".

"Numa altura em que se cumprem três meses das manifestações pacíficas do dia 11 de julho em Cuba, mães, esposas, filhas e familiares dos detidos e dos perseguidos manifestamos as nossas profundas queixas e preocupações pela situação e pelo estado dos nossos seres queridos", sublinham os subscritores.

Durante e depois dos protestos de 11 de julho, que variaram entre manifestações pacíficas a confrontos com a polícia e saques em algumas cidades, houve uma onda de detenções de participantes e alegados instigadores, incluindo cidadãos anónimos, artistas, ativistas da oposição e jornalistas independentes.

Organizações humanitárias têm apontado para mais de um milhar de detidos enquanto as autoridades judiciais referem que 62 pessoas foram julgadas, na sua maioria por crime de desordem pública.

Estas organizações denunciaram graves violações da lei por parte da Justiça cubana, desde a desconsideração do direito de 'habeas corpus' (pedido para que seja reposta a garantia constitucional de liberdade) dos réus até julgamentos sem a presença de advogados de defesa ou determinação de penas de prisão sem provas conclusivas.

As penas destes crimes vão de três meses a um ano de prisão ou multas em dinheiro, ou ambas, segundo o Código Penal cubano.

Os protestos aconteceram com o país mergulhado numa grave crise económica e sanitária, com a pandemia de covid-19 descontrolada e uma grave escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos, além de longos cortes de energia.

As autoridades, por sua vez, insistem em culpar os Estados Unidos tanto pelos protestos como pela extrema escassez que o país sofre, face às sanções económicas de que é alvo.

Leia Também: Mulheres e crianças entre os migrantes haitianos deportados de Cuba

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