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Republicanos apresentam plano para evitar default

O líder dos republicanos no Senado norte-americano, Mitch McConnell, propôs hoje uma solução temporária para quebrar o impasse parlamentar e evitar o risco de os Estados Unidos da América (EUA) entrarem em incumprimento de pagamento da dívida.

Republicanos apresentam plano para evitar default

"Para proteger os americanos de uma crise a curto prazo incitada pelos democratas", Mitch McConnell sugere um plano duplo que permitirá a aprovação rápida de um novo limite da dívida que será validado até dezembro.

A solução deverá dar ao partido de Joe Biden tempo suficiente, indicou, para aprovar uma solução de longo prazo apenas com votos dos democratas, através de uma manobra parlamentar complicada.

Na segunda-feira, o Presidente dos EUA criticou duramente a oposição republicana, acusando-a de jogar um jogo "perigoso" no Congresso quando os Estados Unidos correm o risco de entrar em incumprimento de pagamento da dívida.

"Não se atravessem no caminho", declarou Biden num discurso proferido na Casa Branca, condenando "a irresponsabilidade" dos republicanos, numa altura em que os democratas se preparam para votar um diploma aumentando a capacidade de endividamento do país, antes da data-limite de 18 de outubro.

O Partido Democrata dispõe de uma maioria demasiado estreita para poder, só com os seus votos, "aumentar o limite da dívida", uma manobra legislativa que os congressistas republicanos estão decididos a impedir.

"Será que posso garantir [que os Estados Unidos não vão atingir o teto da dívida este mês]? Não, não posso garanti-lo. Isso depende de Mitch McConnell (o líder republicano no Senado)", indicou, reconhecendo que, sem a cooperação dos republicanos, não conseguirá impedir que o país incorra na suspensão de pagamentos este mês.

"Não posso crer que esse será o resultado, porque as consequências seriam demasiado graves", comentou o Presidente norte-americano, a propósito do iminente incumprimento no pagamento da dívida, que nunca ocorreu na história dos Estados Unidos.

"Não cumprir as nossas obrigações de dívida seria uma ferida autoinfligida que arrastaria a nossa economia para um precipício", advertiu Biden.

Os legisladores já aumentaram ou suspenderam 78 vezes o "limite da dívida" desde 1960.

Trata-se do limite máximo legal autorizado pelo Congresso em matéria de empréstimos. Atualmente fixado um pouco acima dos 28.000 biliões de dólares (cerca de 24.000 biliões de euros), o Departamento do Tesouro estima que será atingido a 18 de outubro.

O Governo teria então, de um dia para o outro, de parar de viver a crédito e cortar na despesa, o que lançaria na recessão um país que há décadas funciona com défices, como um grande número das economias avançadas.

Um incumprimento de pagamento da dívida dos Estados Unidos teria também consequências imprevisíveis no sistema financeiro e na economia internacionais, dominados pelo dólar e alimentados pelos títulos do Tesouro norte-americano.

Leia Também: Biden e Xi têm "acordo de princípio" para se encontrarem até final do ano

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