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Mais de 5.100 migrantes detidos na Líbia

As autoridades líbias detiveram mais de 5.100 migrantes, incluindo crianças e mulheres grávidas, numa operação iniciada na sexta-feira, que provocou pelo menos um morto e 15 feridos, segundo um novo balanço divulgado hoje.

Mais de 5.100 migrantes detidos na Líbia
Notícias ao Minuto

11:25 - 04/10/21 por Lusa

Mundo Líbia

A operação tem estado a ser realizada na cidade ocidental de Gargaresh, um importante centro para migrantes no país norte-africano.

O balanço, com data de domingo, foi obtido hoje pela agência de notícias Associated Press (AP).

De acordo com o relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU, 5.147 foram detidos até domingo, incluindo 215 crianças e mais de 540 mulheres, pelo menos 30 das quais estão grávidas.

A ONU admite no relatório que o balanço possa aumentar, uma vez que a operação prossegue em várias partes da área, também conhecida como o bairro de Andaluz.

As autoridades líbias disseram que as operações fazem parte de uma campanha de segurança contra a migração ilegal e o tráfico de drogas.

O Ministério do Interior da Líbia, que liderou a operação, não fez menção à prisão de traficantes ou contrabandistas, nem aos alegados abusos durante as rusgas, incluindo o uso de força letal, que foram denunciados pela ONU.

Gargaresh, um conhecido centro de migrantes e refugiados, fica a cerca de 12 quilómetros a oeste de Tripoli, a capital da Líbia.

A cidade assistiu a várias ondas de ataques contra migrantes ao longo dos anos, mas o último foi descrito por ativistas como o mais violento até agora.

País rico em petróleo, a Líbia mergulhou no caos após a revolta de 2011, que levou ao afastamento e morte do ditador Muammar Khadafi.

Desde então, a Líbia emergiu como o ponto de trânsito dominante dos migrantes que fogem da guerra e da pobreza em África e no Médio Oriente, na esperança de uma vida melhor na Europa, e de atuação de grupos de tráfico de seres humanos.

A coordenadora humanitária da ONU para a Líbia, Georgette Gagnon, criticou as rusgas, nas quais migrantes desarmados foram assediados nas suas casas e espancados, segundo a AP.

As autoridades distribuíram os migrantes pelos centros de detenção na capital, Tripoli, de acordo com o documento da OIM.

Pelo menos 4.187 dos detidos, incluindo 511 mulheres e 60 crianças, foram enviados para o centro de detenção de Mabani e o centro de Abu Salim recebeu pelo menos 570 migrantes, segundo o documento.

Outros 390 foram levados para o centro de Share al-Zawiya, incluindo as 30 mulheres grávidas e 155 crianças.

Ativistas de direitos humanos têm denunciado abusos nestes centros de detenção, incluindo agressões sexuais a jovens mulheres somalis em Share al-Zawiya.

Leia Também: Cerca de 500 migrantes com destino à Europa intercetados na Líbia

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