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Saab explica ao Governo e à oposição efeitos das sanções internacionais

O empresário Alex Saab, detido em Cabo Verde à espera de extradição para os EUA, enviou uma carta ao Governo venezuelano e à oposição, com votos de sucesso nas negociações entre as partes, mas salientando os os efeitos das sanções internacionais contra a Venezuela.

Saab explica ao Governo e à oposição efeitos das sanções internacionais

"Desejo-vos o maior sucesso na mesa de diálogo. Gostaria de participar e explicar-vos com muitos detalhes todos os danos que as sanções causaram ao nosso país e como distorceram a nossa economia", lê-se na carta, divulgada pelo chefe da delegação governamental, Jorge Rodríguez.

A carta foi lida no âmbito da terceira ronda de negociações entre ambas delegações, que decorrem no México, a primeira desde que em 14 de setembro, Jorge Rodríguez anunciou a inclusão do empresário Alex Saab, como "membro pleno" da delegação que representa o Governo nas negociações.

No documento, Alex Saab, volta a insistir que foi "raptado" pelo ex-Presidente dos EUA, Donald Trump, e agradece ter sido incorporado na delegação governamental para "contar ao mundo as atrocidades de um regime imperial que violou todos os direitos humanos da sua pessoa, família e dos venezuelanos".

O empresário insideriu que foi torturado fisicamente e que todos os dias é "provocado" psicologicamente, tendo inclusive lhe sido negada atenção médica.

"Tenho sido ameaçado de que morrerei numa prisão dos EUA, quase todos os dias", explica Alex Saab que disse permanecer otimista: "apenas quem se ajoelha vê o seu inimigo como um gigante".

Saab diz ainda que lhe foi pedido, através dos advogados, para deixar a Venezuela "durante 120 dias sem comida e medicamentos em troca de uma 'amnistia'" e a chegada de alimentos e medicamentos ao país, apesar do bloqueio, faz falhar o "plano" dos norte-americanos de forçar uma "mudança de regime".

Por outro lado, o empresário questionou o Presidente dos EUA, Joe Biden, se acredita realmente no diálogo que decorre no México, entre o Governo venezuelano e a oposição, ao mesmo tempo que tenta a sua extradição.

"O Presidente Biden declarou que a era de uma nova política externa dos EUA tinha começado. Espero que ele honre as suas palavras e não se intrometa mais nos nossos países para impor a sua vontade ou roubar os nossos recursos", lê-se na carta.

Considerado testa-de-ferro de Nicolás Maduro, Alex Saab, 49 anos, colombiano, foi detido pela Interpol e pelas autoridades cabo-verdianas em 12 de junho de 2020, durante uma escala técnica no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, ilha do Sal.

A detenção ocorreu com base num mandado de captura internacional emitido pelos EUA, quando Sabb viajavam para o Irão em representação da Venezuela, na qualidade de "enviado especial" e com passaporte diplomático.

A sua detenção colocou Cabo Verde no centro de uma disputa entre o regime do Presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, que alega as suas funções diplomáticas aquando da detenção, e a Presidência norte-americana, bem como irregularidades no mandado de captura internacional e no processo de detenção.

Washington pede a sua extradição, acusando-o de branquear 350 milhões de dólares (295 milhões de euros) para pagar atos de corrupção do Presidente venezuelano, através do sistema financeiro norte-americano.

Em 13 de agosto último, o Governo venezuelano e a oposição iniciaram novas negociações, no México, sob a mediação da Noruega.

Em 14 de setembro, Jorge Rodríguez, em representação do Presidente Nicolás Maduro, anunciou a inclusão do empresário Alex Saab, como "membro pleno" da delegação que representa o Governo nas negociações.

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