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Clima: Empresas brasileiras pedem protagonismo do país em negociações

Mais de uma centena de empresas brasileiras defenderam hoje que o país assuma a liderança no combate às alterações climáticas numa carta divulgada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Clima: Empresas brasileiras pedem protagonismo do país em negociações
Notícias ao Minuto

18:27 - 27/09/21 por Lusa

Mundo Brasil

A carta - assinada por representantes de 107 empresas brasileiras e multinacionais sediadas no país, além de 10 entidades do setor - indica que o mundo precisa atender ao apelo expresso no Acordo de Paris em 2015 contra o agravamento e os efeitos das alterações climáticas.

"O mundo precisa urgentemente caminhar para uma economia de baixo carbono e o setor empresarial no Brasil reconhece sua responsabilidade nessa transformação", afirma o documento.

Sob o título "Empreendedores pelo Clima", a carta será apresentada ao Governo do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e levada pelo setor à COP26, conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas que acontecerá na cidade escocesa de Glasgow, em novembro.

Entre as empresas signatárias estão as maiores corporações que operam no país, como as gigantes fabricantes de carne BRF e JBS, as petrolíferas Shell, Cosan e Ipiranga, as produtoras de celulose Suzano e Votorantim, o banco Bradesco, a operadora móvel Vivo e a empresa farmacêutica Bayer, entre outras.

Segundo a carta, o Brasil deve buscar "um papel de liderança nas negociações climáticas" pelos múltiplos recursos naturais que o país possui e pela capacidade de sua população, vantagens que o setor qualificou de comparativas e extraordinárias.

"Esta é uma oportunidade única para o Brasil ser competitivo e melhorar as condições de vida da população, em linha com as novas prioridades em torno das quais o mundo se move", defenderam os signatários na carta.

Para isso, os empresários propõem o desenvolvimento de um marco político e regulatório que ajude a atingir os objetivos traçados para a preservação do meio ambiente e o combate à desflorestação ilegal.

A carta ressaltou, ainda, que, nas vésperas do evento de Glasgow, ações devem ser tomadas no sentido de evitar um aquecimento global acima de 1,5ºC em relação ao período pré-industrial.

"É preciso também adotar regras que permitam o desenvolvimento de mercados de carbono voluntários e regulados no Brasil, com práticas transparentes na contabilização das emissões e sua conexão com os mercados mundiais, garantindo a qualidade ambiental e a integridade dos créditos de carbono para negociar e cooperar", concluiu o documento.

Leia Também: Banco Africano quer 100 mil milhões por ano contra alterações climáticas

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