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Comissário Gentiloni saúda "campanha eleitoral bem-sucedida" na Alemanha

O comissário europeu da Economia e também socialista italiano, Paolo Gentiloni, saudou hoje o candidato social-democrata alemão, Olaf Scholz, e o SPD por uma "campanha bem-sucedida" nas eleições legislativas da Alemanha.

Comissário Gentiloni saúda "campanha eleitoral bem-sucedida" na Alemanha

"Parabéns a Olaf Scholz e ao SPD por uma campanha eleitoral tão bem-sucedida", reagiu Paolo Gentiloni numa publicação na rede social Twitter, numa altura em que as primeiras projeções dão o primeiro lugar ao Partido Social Democrata (SPD) alemão.

"Equidade social, crescimento sustentável e transição verde para uma Europa mais forte", adiantou o comissário europeu da Economia na curta publicação.

As primeiras projeções divulgadas após o encerramento das urnas na Alemanha anteveem uma disputa renhida ou mesmo um empate técnico entre os sociais-democratas do SPD e os conservadores da CDU, força política de Angela Merkel.

Em concreto, os primeiros resultados provisórios indicam que o SPD (centro-esquerda) consegue entre 24,9% e 25,8% dos votos e que a aliança conservadora CDU-CSU, liderada por Armin Laschet, fica em segundo lugar com 24,2% e 24,7% dos votos.

Estes primeiros números devem ser encarados, no entanto, com prudência, uma vez que não incluem o voto por correspondência.

Estima-se que, especialmente por causa da pandemia de covid-19, mais de metade dos eleitores alemães tenha optado pelo voto por correio, modalidade que pode registar níveis recorde no atual escrutínio.

Alguns especialistas admitem que o voto por correspondência poderá representar mais de 40% do total dos votos, um número bastante mais expressivo quando comparado com os cerca de 29% verificados nas eleições legislativas de 2017.

Segundo as mesmas projeções, os Verdes alemães, de Annalena Baerbock, terão obtido entre 14% a 15% dos votos, seguidos pelo Partido Democrático Liberal (FDP), que oscila entre os 11% e os 12%.

A formação de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), força política excluída como potencial parceiro pelos restantes partidos com assento parlamentar, terá alcançado uma votação de 11%.

Já a votação no partido Die Linke (A Esquerda, em alemão) estará situada nos 5%, o mínimo necessário para obter presença no Bundestag (câmara baixa do parlamento federal da Alemanha).

Estas projeções apontam para uma perda de votos de até dez pontos percentuais para os conservadores alemães em relação às eleições de 2017, enquanto para o SPD representam uma subida de seis pontos percentuais.

As assembleias de voto abriram, em todo o país, às 08:00 da manhã (hora local), com cerca de 60,4 milhões de eleitores alemães a serem chamados a votar, menos que nas eleições de 2017.

Leia Também: Alemanha: Scholz fala de "grande sucesso" e apresenta-se como chanceler

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