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Vice-presidente da Comissão Europeia saúda Scholz por "resultado forte"

O vice-presidente executivo da Comissão Europeia e também socialista Frans Timmermans parabenizou hoje o candidato do SPD, Olaf Scholz, por um "resultado social-democrata forte" nas eleições da Alemanha, numa altura em que as projeções dão vitória ao partido.

Vice-presidente da Comissão Europeia saúda Scholz por "resultado forte"

"Parabéns Olaf Scholz e SPD por um resultado social-democrata forte", escreve o titular da pasta do Pacto Ecológico Europeu no executivo comunitário, numa publicação feita em alemão na rede social Twitter, naquela que é a primeira reação de um responsável da União Europeia às eleições legislativas alemãs.

Com os resultados provisórios a indicarem que o SPD (centro-esquerda) consegue entre 24,9% e 25,8% dos votos e a aliança conservadora CDU-CSU, liderada por Armin Laschet, fica em segundo lugar com 24,2% e 24,7% dos votos, Frans Timmermans vinca que "justiça social, proteção climática e a transformação verde da economia e sociedade andam de mãos dadas e o resultado das eleições sublinha isso mesmo".

As primeiras projeções divulgadas após o encerramento das urnas na Alemanha anteveem uma disputa renhida ou mesmo um empate técnico entre os sociais-democratas do SPD e os conservadores da CDU, força política de Angela Merkel.

Estes primeiros números devem ser encarados, no entanto, com prudência, uma vez que não incluem o voto por correspondência.

Estima-se que, especialmente por causa da pandemia de covid-19, mais de metade dos eleitores alemães tenha optado pelo voto por correio, modalidade que pode registar níveis recorde no atual escrutínio.

Peritos admitem que o voto por correspondência poderá representar mais de 40% do total dos votos, um número bastante mais expressivo quando comparado com os cerca de 29% verificados nas eleições legislativas de 2017.

Segundo as mesmas projeções, os Verdes alemães, de Annalena Baerbock, terão obtido entre 14% a 15% dos votos, seguidos pelo Partido Democrático Liberal (FDP), que oscila entre os 11% e os 12%.

A formação de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), força política excluída como potencial parceiro pelos restantes partidos com assento parlamentar, terá alcançado uma votação de 11%.

Já a votação no partido Die Linke (A Esquerda, em alemão) estará situada nos 5%, o mínimo necessário para obter presença no Bundestag (câmara baixa do parlamento federal da Alemanha).

Estas projeções apontam para uma perda de votos de até dez pontos percentuais para os conservadores alemães em relação às eleições de 2017, enquanto para o SPD representam uma subida de seis pontos percentuais.

À exceção da cidade-estado de Berlim, as mesas de voto para as eleições federais alemãs, que irão escolher os deputados do Bundestag, após 16 anos de governação da chanceler Angela Merkel, encerraram às 18:00 locais (17:00 de Lisboa).

As assembleias de voto abriram, em todo o país, às 08:00 da manhã (hora local), com cerca de 60,4 milhões de eleitores alemães a serem chamados a votar, menos que nas eleições de 2017.

Leia Também: Alemanha: SPD projeta cenários de coligação na sede em Berlim

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