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Berlim não pode dar-se ao luxo de manter postura na UE, diz especialista

O novo governo na Alemanha deverá "construir consenso em torno da sua política europeia", não podendo "dar-se ao luxo de manter a postura" na União Europeia (UE), destaca o grupo de reflexão ECFR, quando se antevê uma disputa renhida.

Berlim não pode dar-se ao luxo de manter postura na UE, diz especialista

"Face às crises internacionais e às preocupações internas sobre o papel da Alemanha na UE, é pouco provável que uma estratégia de 'mais do mesmo' se mantenha e, para que a Alemanha mantenha o seu estatuto de motor principal da política da UE, o novo governo terá de dar aos seus parceiros europeus ideias claras sobre como a UE pode competir num mundo dividido e abalado por crises", reagiu a especialista Jana Puglierin, responsável pelo departamento de Berlim do grupo de reflexão Conselho Europeu das Relações Exteriores (ECFR, na sigla em inglês).

Numa informação enviada à imprensa quando as primeiras projeções divulgadas na Alemanha anteveem uma disputa renhida ou mesmo um empate técnico entre os sociais-democratas do SPD e os conservadores da CDU, força política de Angela Merkel, Jana Puglierin foca-se no papel do futuro governo na UE.

Segundo a especialista, "Berlim já não pode dar-se ao luxo de manter o 'status quo'".

"O novo governo em Berlim precisa de construir um consenso público em torno da sua política europeia e externa [porque], caso contrário, é provável que haja uma desconfiança crescente em relação às elites e um retrocesso contra as instituições e práticas sobre as quais a Alemanha construiu a sua prosperidade e sucesso", assinala a responsável.

"Em vez de apresentar uma política externa centrada nos sacrifícios que a Alemanha precisa de fazer, o novo governo deveria explicar como a UE ajuda a Alemanha a aumentar a sua influência, aumentar a sua prosperidade e proteger o público alemão", conclui Jana Puglierin.

Na projeção avançada pelo canal público ZDF, o SPD, de Olaf Scholz, terá conseguido 26% dos votos, contra os 24% atribuídos à CDU de Armin Laschet.

Já a projeção da estação ARD (também pública) dá um empate técnico entre as duas formações políticas, ao registarem a mesma votação: 25%.

Estes primeiros números devem ser encarados, no entanto, com prudência, uma vez que não incluem o voto por correspondência.

Estima-se que, especialmente por causa da pandemia de covid-19, mais de metade dos eleitores alemães tenha optado pelo voto por correio, modalidade que pode registar níveis recorde no atual escrutínio.

À exceção da cidade-estado de Berlim, as mesas de voto para as eleições federais alemãs, que irão escolher os deputados do Bundestag (câmara baixa do parlamento federal da Alemanha), após 16 anos de governação da chanceler Angela Merkel, encerraram às 18:00 locais (17:00 de Lisboa).

As assembleias de voto abriram, em todo o país, às 08:00 da manhã (hora local), com cerca de 60,4 milhões de eleitores alemães a serem chamados a votar, menos que nas eleições de 2017.

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