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Países do G4 pedem reforma urgente do Conselho de Segurança da ONU

A Alemanha, Brasil, Índia e Japão, países que integram a aliança denominada G4, apelaram na quarta-feira a uma "urgente" reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, visando torná-lo mais "legítimo, eficaz e representativo".

Países do G4 pedem reforma urgente do Conselho de Segurança da ONU
Notícias ao Minuto

06:31 - 23/09/21 por Lusa

Mundo ONU

Em comunicado, o Governo brasileiro informou que os ministros das Relações Exteriores do Brasil (Carlos França), da Alemanha (Heiko Maas), da Índia (Subrahmanyam Jaishankar) e o do Japão (Motegi Toshimitsu) reuniram-se em Nova Iorque, durante a 76.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, para pedirem uma reforma do Conselho de Segurança da ONU que reflita "a realidade do mundo contemporâneo, incluindo países em desenvolvimento e os principais contribuintes".

"Os ministros reafirmaram o caráter indispensável da reforma do Conselho de Segurança, por meio da expansão de ambas as categorias de assentos, permanentes e não-permanentes, de modo a habilitar o Conselho a lidar com a complexidade e os crescentes desafios à manutenção da paz e segurança internacionais, e assim, exercer seu papel de maneira mais efetiva", aponta o comunicado divulgado pelo executivo do Brasil.

Ainda nesse contexto, os governantes expressaram o "seu firme apoio à Posição Comum Africana (CAP), conforme estabelecida no Consenso de Ezulwini e a Declaração de Sirte", e reiteraram o apoio às candidaturas dos membros do grupo a novos assentos permanentes "num Conselho de Segurança reformado".

O G4 é uma aliança entre a Alemanha, Brasil, Índia e Japão que defende a ampliação das vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU.

Apesar da comitiva do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, já ter regressado ao Brasil após a participação na 76.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o ministro Carlos França continuou em território norte-americano, onde deverá permanecer até sexta-feira, tendo previstas reuniões com governantes da Índia, da Jordânia e de Moçambique, segundo a imprensa brasileira.

Carlos França manteve a agenda em Nova Iorque mesmo tendo estado em contacto com o ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga, que testou positivo à covid-19 na terça-feira, antes de a comitiva presidencial regressar ao Brasil, e que se encontra em isolamento naquela cidade norte-americana.

Já Jair Bolsonaro, e cerca de 50 pessoas que integravam a sua comitiva, encontram-se em isolamento em solo brasileiro.

Leia Também: Crises no Afeganistão, Líbia e Iemen em destaque no 2.º dia da AG da ONU

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